
Perseguição e risco à saúde: Bolsonaro enfrenta mais cirurgias preso injustamente
Defesa pede prisão domiciliar humanitária e autorização para procedimentos médicos diante de piora do quadro clínico do ex-presidente
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que o ex-presidente deixe a Superintendência da Polícia Federal e realize novas cirurgias necessárias para tratar hérnia inguinal e um quadro persistente de soluços. Segundo os advogados, os procedimentos exigem internação imediata de cinco a sete dias, devido à gravidade da situação.
Os relatórios médicos anexados ao pedido indicam que o estado de saúde de Bolsonaro se agravou significativamente, exigindo atenção urgente. Os advogados afirmam que ele já sofre com confusão mental e complicações físicas, e que a situação se tornou ainda mais crítica após a detecção de tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, episódio pelo qual Bolsonaro foi preso preventivamente em 22 de novembro.
No documento, a defesa reiterou o pedido de prisão domiciliar humanitária, propondo ainda monitoramento eletrônico e outras condições consideradas necessárias, garantindo atendimento médico adequado e preservação da vida do ex-presidente.
“Todos os novos documentos médicos apresentados revelam piora significativa do quadro clínico, que antes já demandava atenção. O Peticionário necessita de intervenção cirúrgica urgente para preservar sua integridade física e dignidade”, afirmam os advogados.
A situação expõe um absurdo de perseguição judicial, mantendo Bolsonaro preso mesmo diante de sete cirurgias realizadas recentemente e risco real à vida. Mantê-lo em regime fechado nessas condições é um desrespeito à dignidade humana e ao direito à saúde, tornando-se uma grave violação ética e constitucional.