Perseguição sem fim: STF reabre inquérito contra Bolsonaro

Perseguição sem fim: STF reabre inquérito contra Bolsonaro

Mais uma vez, Alexandre de Moraes atende pedido da PGR e relança investigação que já havia sido arquivada, em um episódio que reforça a sensação de caça política ao ex-presidente.

A perseguição a Jair Bolsonaro não parece ter fim. Nesta quinta-feira (16), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou novas diligências no inquérito que investiga suposta interferência do ex-presidente na Polícia Federal, atendendo a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O inquérito original, iniciado por solicitação da própria PGR, apura crimes como falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de justiça e corrupção passiva privilegiada. Curiosamente, a investigação já havia sido concluída pela Polícia Federal em 2022, com a exclusão de qualquer indício de crime por parte de Bolsonaro, e arquivada pelo então procurador-geral Augusto Aras.

O atual PGR, Paulo Gonet, entretanto, insiste em “verificar com maior amplitude se houve interferências” do ex-presidente, alegando que Bolsonaro teria buscado informações sigilosas sobre investigações envolvendo ele, familiares e aliados. Entre as provas citadas estão conversas de WhatsApp entre Bolsonaro e o ex-ministro Sérgio Moro, nas quais o ex-presidente supostamente articulava trocas na direção da PF.

O relançamento do inquérito, portanto, não deixa de gerar indignação: trata-se de um caso já arquivado, reaberto sem novos fatos, reforçando a percepção de que se trata mais de uma perseguição política do que de uma investigação imparcial. A sensação é de que, para alguns no Supremo e na PGR, nenhum inquérito contra Bolsonaro será deixado de lado — todos, eventualmente, serão reabertos.

Enquanto isso, o ex-presidente se mantém no centro de uma verdadeira caçada jurídica, mesmo depois de as autoridades terem constatado anteriormente que não havia crime, levantando sérias dúvidas sobre os limites do uso do aparato estatal em disputas políticas.

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