Pesquisas mostram Lula na dianteira — oposição corre atrás e só empata na margem

Pesquisas mostram Lula na dianteira — oposição corre atrás e só empata na margem

Mesmo com alta rejeição, presidente lidera cenários e vê Tarcísio como único rival que chega perto

Se eleição fosse hoje, Luiz Inácio Lula da Silva estaria confortável na liderança. Pelo menos é isso que mostram os números da mais recente pesquisa da plataforma Meio em parceria com o Instituto Ideia, divulgada nesta terça-feira (13). O presidente aparece na frente em todos os cenários testados para o primeiro turno e também venceria quase todos os adversários no segundo. A exceção, claro, é o já tradicional “empate técnico” com o governador paulista Tarcísio de Freitas — aquele que chega perto, mas ainda não passa.

No primeiro turno, Lula mantém vantagem folgada sobre nomes da direita e do bolsonarismo. Michelle Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e governadores como Zema, Caiado, Ratinho Júnior e Eduardo Leite ficam bem atrás, disputando quem aparece como alternativa enquanto o petista segue liderando com algo próximo dos 40% das intenções de voto.

Quando Tarcísio entra no jogo, o cenário fica um pouco mais animado para a oposição: Lula marca 40,2%, contra 32,7% do governador. Ainda assim, o presidente continua na frente — com sobra. Nos cenários sem Tarcísio, a diferença aumenta e o Planalto agradece.

Contra Flávio Bolsonaro, por exemplo, Lula abre larga vantagem. O senador aparece distante, mesmo após ser oficialmente ungido pelo pai como pré-candidato. Michelle Bolsonaro também não ameaça: em todos os cenários testados, fica cerca de dez pontos atrás do presidente.

No segundo turno, o roteiro se repete. Lula vence todos os adversários testados, com exceção novamente de Tarcísio, que empata tecnicamente dentro da margem de erro. Contra o restante do pelotão, o petista leva com relativa tranquilidade — sempre acima dos 45%.

Curiosamente, Lula também lidera outro ranking: o da rejeição. É o nome mais citado por quem diz não votar “de jeito nenhum”. Ainda assim, segue favorito. No Brasil das pesquisas, parece que rejeição alta não impede liderança — desde que o adversário não consiga empolgar.

A pesquisa ouviu 2 mil pessoas por telefone entre os dias 8 e 12 de janeiro, tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais e foi registrada no TSE. Os números confirmam o cenário já conhecido: Lula continua à frente, a oposição se movimenta, mas até agora só observa o retrovisor.

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