PF levanta suspeita de corrupção passiva envolvendo Dias Toffoli

PF levanta suspeita de corrupção passiva envolvendo Dias Toffoli

Investigadores apuram possível ligação do ministro do STF com movimentações financeiras do caso Banco Master, mas ainda não há investigação formal contra ele

Investigadores da Polícia Federal que atuam nas apurações sobre fraudes bilionárias relacionadas ao Banco Master passaram a levantar suspeitas de que o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, possa ter praticado o crime de corrupção passiva. Apesar disso, Toffoli não é, até o momento, alvo formal de investigação.

As informações foram reveladas por Débora Bergamasco e Matheus Teixeira, durante o programa CNN 360º, da CNN Brasil. Segundo a apuração, a PF avalia pedir ao STF a quebra de sigilo do fundo Marídite, que teria ligação com familiares do ministro.

A intenção dos investigadores é rastrear o caminho do dinheiro e verificar se houve repasses irregulares envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. Conversas encontradas em celulares apreendidos durante a investigação levantaram suspeitas sobre possíveis pagamentos, o que motivou novas diligências.

Um relatório extenso, com cerca de 200 páginas, já foi encaminhado ao presidente do STF, Edson Fachin. De acordo com fontes ouvidas pela CNN, há expectativa de que o novo relator do caso, André Mendonça, autorize o avanço das investigações. Agentes veem sua atuação anterior em outros inquéritos como um sinal positivo para destravar o andamento do processo.

Caminho do inquérito

Conforme antecipado pela revista Piauí e confirmado pela CNN, a Polícia Federal decidiu enviar o inquérito ao STF ao identificar indícios de possível irregularidade envolvendo um magistrado, supostamente no contexto de um processo que estava sob sua relatoria.

Dias Toffoli, por sua vez, tem negado qualquer prática ilegal. Após a divulgação do relatório da PF, ele reconheceu publicamente, pela primeira vez, que é sócio do fundo Marídite — justamente o ponto que agora está no centro das apurações. Caso o STF autorize, o sigilo do fundo poderá ser quebrado para aprofundar a análise das movimentações financeiras.

O caso segue sob sigilo e ainda está em fase preliminar, mas já provoca repercussão nos bastidores do Judiciário e reforça a pressão por transparência em investigações que envolvem autoridades de alto escalão.

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