
PGR defende prisão preventiva de Léo Índio após viagem à Argentina
Sobrinho de Bolsonaro é acusado de descumprir medidas judiciais e tentar fugir do país
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionou a favor da prisão preventiva do influenciador digital Leonardo de Jesus, conhecido como Léo Índio, sobrinho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Réu no processo sobre os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, ele está na Argentina há mais de 20 dias, o que levou a PGR a interpretar sua viagem como uma tentativa de driblar a Justiça brasileira.
Segundo o parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Léo Índio descumpriu deliberadamente medidas cautelares impostas como alternativa à prisão, demonstrando desrespeito às decisões judiciais e à aplicação da lei penal. Para a PGR, sua permanência no exterior é um indício claro da necessidade de custódia preventiva.
Léo Índio afirma que deixou o Brasil para buscar asilo político na Argentina e proteger sua integridade. No entanto, a PGR considera sua justificativa infundada e reforça que sua estadia no país vizinho apenas reforça a necessidade de sua prisão.
Na última quinta-feira (27), a Primeira Turma do STF formou maioria para manter a decisão que tornou Léo Índio réu pelos atos de 8 de janeiro. A denúncia aponta sua participação ativa no planejamento, incitação e execução das invasões às sedes dos Três Poderes.
Apesar da acusação, ele nega envolvimento em qualquer tentativa de golpe e alega estar sendo perseguido politicamente. “Enquanto inocente, continuarei gozando do meu direito de ir e vir”, afirmou o sobrinho de Bolsonaro.
Agora, o caso está nas mãos do STF, que pode determinar a prisão preventiva e solicitar sua extradição da Argentina.