
PGR se posiciona contra permanência de policiais na casa de Bolsonaro
Procuradoria recomenda reforço na vigilância externa da residência, mas descarta presença contínua de agentes no interior
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou nesta sexta-feira (29) contrária à presença permanente de policiais dentro da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. O posicionamento foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, relator da Ação Penal 2.668 no Supremo Tribunal Federal (STF), após alerta da Polícia Federal sobre um suposto risco de fuga.
O procurador-geral, Paulo Gonet, reconheceu que existem elementos que justificam cautela, principalmente devido à proximidade do julgamento de Bolsonaro na 1ª Turma do STF. Entre os indícios citados estão a descoberta de uma minuta de pedido de asilo ao presidente da Argentina, Javier Milei, e a relação do ex-presidente com embaixadas estrangeiras, incluindo a da Hungria.
Mesmo assim, Gonet destacou que não há sinais de risco crítico no interior da residência. “A preocupação se concentra principalmente no controle da área externa da casa”, escreveu o procurador. Por isso, a PGR recomenda que a segurança seja reforçada nas adjacências da residência — ruas próximas e saída do condomínio — sem a necessidade de agentes circulando constantemente dentro do imóvel.
A sugestão da Procuradoria inclui vigilância visual em tempo real da área externa, sem gravação, a critério da Polícia Federal. A decisão final sobre a implementação das medidas cabe ao ministro Alexandre de Moraes.
Em resumo, a PGR reforça que o controle da segurança deve se concentrar nas áreas externas, mantendo a custódia domiciliar atual e evitando medidas mais severas dentro da residência do ex-presidente.