
PL escala Nikolas Ferreira para ser linha de frente na CPMI do INSS
Partido de Bolsonaro monta “tropa de choque” com Bia Kicis e Rogério Marinho para desgastar o governo Lula
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) foi convocado para integrar a linha de frente do partido na CPMI que vai investigar o rombo no INSS. O PL, comandado politicamente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, definiu nesta quinta-feira (29) os nomes que vão compor sua “tropa de choque” na comissão: além de Nikolas, estão na lista a deputada Bia Kicis (DF) e o senador Rogério Marinho (RN).
A estratégia do partido é clara: desgastar o governo Lula e usar o escândalo dos descontos irregulares em aposentadorias e pensões como munição política. Nikolas, que já vem causando barulho nas redes sociais — principalmente após viralizar com vídeos atacando uma suposta taxação do Pix —, agora mira diretamente o Planalto, criticando os erros na gestão do INSS.
Enquanto isso, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para o dia 17 de junho a sessão que deve oficializar a criação da CPMI. Até lá, o governo corre contra o tempo para tentar acelerar os ressarcimentos aos aposentados prejudicados, na esperança de amenizar os impactos políticos.
Do lado bolsonarista, o clima é de guerra. “Milhões foram roubados dos aposentados e agora querem fazer de conta que ninguém sabia? Na CPMI do INSS, vou exigir nomes, documentos e punição. Isso é estelionato institucional, e não vai ficar barato!”, disparou Bia Kicis.
Do outro lado, o governo também se arma. Petistas querem repetir a estratégia usada na CPMI do 8 de Janeiro, quando a oposição criou a comissão, mas quem deu as cartas foram os governistas. A ideia agora é tentar inverter o jogo e colar o problema nos erros da gestão Bolsonaro.
O embate promete ser intenso, com discursos inflamados, guerra de narrativas e muita disputa nos bastidores do Congresso.