PSOL exige prisão de Ramagem e acusa deputado de fuga — sem apresentar provas

PSOL exige prisão de Ramagem e acusa deputado de fuga — sem apresentar provas

Partido pressiona STF e PF com narrativa alarmista e transforma condenação em espetáculo político

O PSOL decidiu subir o tom e protocolou pedidos no STF e na Polícia Federal para que o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) seja preso imediatamente. Segundo a sigla, Ramagem teria “fugido” do país para escapar da pena — uma acusação feita com estardalhaço, mas sem apresentar qualquer evidência concreta além de ilações políticas.

O deputado foi condenado pela Primeira Turma do STF a 16 anos e 1 mês de prisão no processo sobre a tentativa de golpe de Estado. A decisão também determinou que ele entregasse o passaporte e permanecesse no Brasil enquanto os recursos correm. O primeiro embargo já foi rejeitado, e após essa fase o cumprimento da pena poderá ser iniciado.

Como se não bastasse o clima de perseguição política que domina o caso, o PSOL agora tenta transformar Ramagem em símbolo de algo maior, agindo como se suas próprias acusações bastassem para decretar a prisão do parlamentar — um comportamento que ultrapassa o limite entre disputa política e abuso retórico.

O roaming que virou história

O estopim da nova onda de acusações foi um documento da Câmara que mostra Ramagem pedindo roaming internacional no celular institucional para votar remotamente o PL Antifacção. Ora — não há regra que permita votar de fora do país, mas transformar isso automaticamente em “fuga” é um salto retórico que o PSOL fez com enorme entusiasmo.

Ramagem, em nenhum momento, anunciou saída do Brasil ou manifestação oficial sobre viagem. A Câmara, por sua vez, não confirmou até agora se ele realmente deixou o país. Mesmo assim, o PSOL montou uma narrativa pronta, como se bastasse a própria suspeita para justificar nova rodada de pedidos de prisão.

Enquanto isso, a defesa do deputado preferiu não comentar o episódio.

No fim, o que se vê é mais um capítulo da insistente guerra política em que alguns partidos parecem mais interessados em manchetes do que em fatos — e em que acusações viram munição antes mesmo de serem comprovadas.

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