
PT Quer Criar “Guarda Nacional Civil” e Enfraquecer Militares: Um Projeto Que Cheira a Retrocesso
Subtítulo: Fundação petista lança proposta para substituir gradualmente as Forças Armadas em operações de segurança — mais um passo na velha obsessão do PT por controlar o Estado enquanto posa de salvador dos “oprimidos” e passa pano para criminosos.
A Fundação Perseu Abramo, braço ideológico do PT, resolveu acordar nesta segunda-feira com mais uma de suas invenções milagrosas: criar uma “Guarda Nacional Civil” para tomar o lugar das Forças Armadas nas operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). É isso mesmo. O partido que vive acusando militares, sabotando operações sérias e relativizando o crime agora quer montar sua própria força nacional — civil, sob controle do próprio governo — para substituir gradualmente quem realmente tem preparo: os militares.
O documento foi lançado no início de um seminário do PT no Rio, com direito à presença do presidente do partido, Edinho Silva. A proposta seria enviada por meio de uma PEC, criando uma instituição policial federal totalmente nova, diferente da Força Nacional, que hoje é composta temporariamente por PMs dos estados.
E por que agora?
Simples: depois da megaoperação policial no Rio, que deixou 121 mortos — a maior da história — o PT correu para tentar “reconstruir” sua narrativa de defensor dos “direitos humanos”, mas apenas quando esses direitos servem para proteger bandidos. Quando é policial morrendo, aí o discurso some.
O governo Lula, lá em 2023, já flertava com essa ideia. Flávio Dino, hoje ministro do STF (um prêmio político, não uma escolha técnica), chegou a cogitar uma guarda nacional para proteger prédios públicos após o 8 de janeiro. A proposta morreu antes de chegar ao Congresso. Agora, renasce com mais força — e mais intenções obscuras.
A cartilha diz que a nova Guarda Nacional Civil seria uniforme, ostensiva, com atuação em todo o país. Bancada pelo governo federal. E, claro, substituiria gradualmente as Forças Armadas nas GLOs — justamente o recurso mais sensível e estratégico do Estado brasileiro.
No mesmo pacote, o PT também insiste na recriação do Ministério da Segurança Pública, promessa de campanha de Lula em 2022. O ministério existiu no governo Temer e foi extinto no governo Bolsonaro, que devolveu a segurança à pasta da Justiça. Agora, com as eleições de 2026 se aproximando, o PT vê no tema da segurança um palco eleitoral e tenta se posicionar como “solução”.
A hipocrisia chega a ser ofensiva.
O PT passa décadas criticando polícia, defendendo criminoso em nome de “garantias individuais”, atacando operações policiais, mas quer assumir para si o controle de uma guarda nacional? Difícil não ver isso como mais um passo para centralizar poder e interferir no trabalho das forças que realmente enfrentam o crime no dia a dia.
Paulo Okamotto, presidente da fundação petista, ainda disse que “não se pode admitir a morte de inocentes ou policiais”, mas que “o malfeito precisa ser punido”. O discurso até parece bonito, mas vindo de quem relativiza facções, tenta desidratar leis de endurecimento penal e critica megaoperações, soa como deboche.
No fim, a proposta evidencia o mesmo de sempre: o PT não confia nos militares, não confia nas polícias, não confia em ninguém além de si mesmo. E quando mexe com segurança pública, faz isso com a teimosia de quem acredita que pode redesenhar o Estado apenas para caber em seus projetos de poder.
A pergunta que fica é:
quem ganha com isso?
Porque o povo, definitivamente, não é.