Quando até a oração vira “crime”: a cruzada do PSOL contra quem dobra os joelhos

Quando até a oração vira “crime”: a cruzada do PSOL contra quem dobra os joelhos

Deputados que protegem criminosos agora querem calar quem reza — e miram Flávio Bolsonaro por convocar uma vigília pacífica

O PSOL resolveu dar mais um espetáculo de contradição: o partido que vive defendendo criminosos, justificando violência e atacando autoridades agora decidiu acionar a Procuradoria-Geral da República contra… uma vigília de oração. Sim, é isso mesmo. Na visão dos parlamentares do partido, juntar pessoas para rezar pela saúde de um ex-presidente virou motivo para investigação.

Tudo começou quando Flávio Bolsonaro convocou, pelas redes sociais, uma vigília pacífica pela recuperação de Jair Bolsonaro. Um gesto simples, humano, movido pela fé — mas que, segundo o ministro Alexandre de Moraes, teria sido “um dos motivos” para decretar a prisão preventiva do ex-presidente. O STF chegou ao ponto de relacionar um ato religioso com suposta tentativa de fuga. É uma leitura tão bizarra que parece saída de uma peça de teatro do absurdo.

Mesmo assim, Flávio reforçou a convocação e centenas de pessoas se reuniram, de maneira tranquila, nas proximidades do condomínio onde Bolsonaro cumpria a prisão domiciliar. Nenhum tumulto, nenhum descontrole. Apenas oração, apoio e silêncio — justamente o que mais parece incomodar os autoproclamados “democratas”.

Mas o PSOL, indignado com o poder de mobilização da fé alheia, decidiu transformar a vigília em caso de polícia. Segundo os deputados do partido, a convocação teria a intenção de gerar tumulto, atrapalhar autoridades e até facilitar fuga. A narrativa força tanto a barra que chega a dobrar.

Agora querem investigar Flávio Bolsonaro por “incitação ao crime”, “obstrução de justiça” e até “atos atentatórios ao Estado Democrático de Direito”. É curioso: quem sempre relativiza ataques violentos, depredações e até ocupações ilegais de prédios públicos de repente vê ameaça em pessoas rezando o Pai Nosso.

A ironia é que o próprio Flávio deixou claro: o encontro não tinha nada de político — era religioso. “Nos resta a fé”, disse ele, enquanto o PSOL parecia incomodado justamente com isso: a fé, a união, o apoio espontâneo que nenhum deputado de gabinete é capaz de fabricar.

E, claro, não poderia faltar a narrativa oficial: Moraes afirmou que a tornozeleira danificada — outra história rodeada de exageros — representava “risco altíssimo” para a prisão domiciliar. De alguma forma inexplicável, isso teria ligação com a vigília. A criatividade jurídica atingiu níveis raramente vistos.

Enquanto isso, o PSOL segue sua cartilha: acusa quem reza, protege quem agride, condena quem ora e aplaude quem afronta. A inversão moral é tanta que o simples ato de pedir proteção divina por alguém virou alvo de processo.

No Brasil de hoje, parece que nem a oração escapa da patrulha política. E isso diz mais sobre os acusadores do que sobre os acusados.

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