“Querem me derrubar”: Moraes ironiza falha técnica durante julgamento no STF

“Querem me derrubar”: Moraes ironiza falha técnica durante julgamento no STF

Ministro faz comentário bem-humorado ao enfrentar problema nos slides em sessão sobre o caso Marielle Franco

Alexandre de Moraes brinca ao enfrentar falha técnica durante julgamento no STF sobre o assassinato de Marielle Franco. Comentário chamou atenção em meio a um dos processos mais emblemáticos da Corte.

Um momento inesperado marcou a sessão do Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira (25). Durante o julgamento dos acusados de mandar matar a vereadora Marielle Franco, o ministro Alexandre de Moraes fez um comentário descontraído ao enfrentar dificuldades técnicas com a apresentação que utilizava no plenário.

Ao tentar avançar os slides de um documento virtual, o sistema travou. Moraes riu da situação e soltou a frase: “Querem me derrubar. Faz tempo”. Em seguida, em tom de brincadeira, completou que nem faria piada com “cabeças vão rolar”, arrancando reações no ambiente formal da Corte.

Falha técnica em meio a julgamento histórico

A apresentação era usada por Moraes para contextualizar o caso e reforçar a ligação entre o assassinato de Marielle Franco, ocorrido em 2018, e a atuação de organizações criminosas, incluindo milícias, infiltradas em estruturas políticas do Rio de Janeiro.

Mesmo com o contratempo tecnológico, o ministro seguiu com a exposição e destacou a gravidade do crime, apontando-o como símbolo de um ataque direto à democracia e à representação política.

Sessão deve ser concluída ainda hoje

O STF prevê encerrar ainda hoje o julgamento dos acusados de serem os mandantes do assassinato da vereadora. O processo é considerado um dos mais relevantes da história recente da Corte, tanto pelo impacto político quanto pelo debate sobre crime organizado e violência institucional.

Apesar do clima sério que envolve o caso, o comentário espontâneo de Moraes acabou se tornando um dos momentos mais comentados da sessão, mostrando que até no ambiente mais solene do Judiciário brasileiro há espaço para reações humanas diante de imprevistos.

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