
R$ 345 mil para resgatar condenada por corrupção: o escândalo que o governo Lula tenta naturalizar
Enquanto o país enfrenta crises e falta de prioridade em áreas essenciais, o Planalto mobiliza a FAB e dinheiro público para buscar, no Peru, uma ex-primeira-dama condenada a 15 anos de prisão
É daqueles episódios que fazem qualquer cidadão se perguntar se, de fato, vive em um país sério. O governo Lula gastou R$ 345 mil — dinheiro público, pago pelo contribuinte — para mandar uma aeronave da FAB até Lima, no Peru, com o único objetivo de buscar Nadine Heredia, ex-primeira-dama peruana condenada a 15 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.
Sim, você leu certo: enquanto o brasileiro enfrenta filas na saúde, insegurança, falta de investimentos e apertos econômicos, o governo decidiu bancar o resgate de uma condenada internacional por corrupção, como se fosse prioridade nacional.
Segundo informações obtidas pelo deputado Marcelo Van Hattem (Novo-RS), a missão custou uma verdadeira fortuna:
- R$ 318 mil em combustível, manutenção e horas de voo;
- R$ 19 mil em taxas aeroportuárias;
- R$ 7,5 mil em diárias da tripulação.
A ordem para enviar o avião partiu diretamente de Lula, por meio do Itamaraty, sem qualquer estimativa prévia de custos — como se o dinheiro público fosse elástico, infinito e sempre disponível para atender aliados e “companheiros” internacionais.
A aeronave utilizada foi um jato E-135 Shuttle (VC-99C), que partiu de Brasília, fez parada em Curitiba e seguiu até Lima. Tudo isso para trazer ao Brasil uma figura que, ao receber a sentença no Peru, simplesmente não compareceu à audiência e correu para se esconder dentro da embaixada brasileira.
Heredia, esposa do ex-presidente peruano Ollanta Humala, também condenado a 15 anos, obteve asilo diplomático concedido pelo governo Lula, além de salvo-conduto para deixar o Peru. Enquanto o marido foi preso, ela foi socorrida — e com o aval e o bolso do contribuinte brasileiro.
Segundo o Ministério Público peruano, o casal recebeu recursos ilícitos da Odebrecht (atual Novonor) e até dinheiro enviado pela ditadura chavista da Venezuela para campanhas eleitorais.
Em outras palavras: o Brasil abriu suas portas — e seu cofre — para abrigar mais um capítulo da velha política continental, marcada por escândalos, corrupção e alianças nebulosas.
E fica a pergunta que ecoa com indignação:
Quantos brasileiros condenados por injustiças, vivendo em situações de desamparo, receberam um décimo desse esforço?
O governo Lula parece ter escolhido suas prioridades — e, ao que tudo indica, o cidadão comum definitivamente não está entre elas.