
Rainha dos carimbos: após tombo no samba, Janja emenda mais uma viagem internacional
Enquanto escola ligada a Lula afunda na Sapucaí, primeira-dama posa em exposição de Carnaval em Seul e reforça fama de não perder um embarque sequer
Se a avenida não foi generosa no Rio, o aeroporto, ao que tudo indica, continua sempre aberto. Poucos dias após a escola de samba que homenageou Luiz Inácio Lula da Silva ser rebaixada no Carnaval, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, apareceu sorridente em mais um compromisso internacional — desta vez, do outro lado do mundo.
Neste sábado (21), Janja visitou uma exposição sobre o Carnaval do Rio de Janeiro em Seul, acompanhada da primeira-dama sul-coreana Kim Hea-Kyung. Com direito a tradutores e fotos oficiais, a cena contrastou com o clima de frustração deixado pela queda da escola que exaltava o presidente na Marquês de Sapucaí.
Enquanto no Brasil ainda ecoavam as ironias sobre o desfile que terminou no rebaixamento — reforçando o mantra popular de que quem lacra nem sempre lucra —, Janja tratou de destacar, em tom diplomático, que Lula havia sido “homenageado” no Carnaval carioca. Detalhe: a homenagem terminou na última colocação do Grupo Especial.
A presença da primeira-dama na Coreia do Sul reacendeu críticas recorrentes sobre sua intensa agenda internacional. Nas redes sociais, não faltou sarcasmo: para muitos, Janja já ganhou o título informal de “rainha do Brasil”, não por comando institucional, mas pela impressionante coleção de carimbos no passaporte. Carnaval vai mal? Sem problema — sempre há uma exposição, fórum ou evento cultural aguardando em algum aeroporto internacional.
A visita à mostra carnavalesca foi apresentada como um gesto de intercâmbio cultural, mas, para críticos, soou como mais um episódio de desconexão com o clima interno do país. De um lado, gastos, polêmicas e uma escola de samba despencando; do outro, fotos elegantes no exterior, como se nada tivesse acontecido na Sapucaí.
No fim das contas, o enredo parece se repetir: quando o samba desafina em casa, a solução é mudar o palco. E, para Janja, palco internacional é o que não falta.