Redes criticam julgamento de Bolsonaro: 64% das menções são contrárias

Redes criticam julgamento de Bolsonaro: 64% das menções são contrárias

Monitoramento da Quaest revela forte reação nas redes sociais contra processo que avalia ex-presidente e aliados por suposta trama golpista

Um levantamento realizado pela Quaest nas redes sociais mostra que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus, iniciado nesta terça-feira (2/9) no STF, gerou ampla reação negativa. A hashtag #BolsonaroFree liderou o volume de menções contrárias ao processo, respondendo por 64% das publicações monitoradas.

Entre as manifestações de apoio à liberdade do ex-presidente, a publicação mais impactante foi feita pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), na rede social X, atingindo mais de 2,2 milhões de visualizações. No post, a parlamentar questiona o que considera fraudes no processo e pede a suspensão do julgamento.

Outras publicações de grande alcance incluem um post do Metrópoles no Instagram, de caráter neutro, com 214 mil visualizações, e uma postagem do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) no X, com 920 mil interações.

Por outro lado, menções que celebram a realização do julgamento representam apenas 19% do total. Entre elas, destacam-se hashtags como #Bolsonarocondenado, #SoberaniaÉJustiça e #BolsonaroNaCadeia, embora de forma dispersa, sem coordenação expressiva.

Interesse nas buscas

A Quaest também observou um aumento de buscas sobre o julgamento no Google, especialmente por usuários interessados em assistir à sessão do STF. Até às 16h30 da terça-feira, publicações relacionadas à prisão domiciliar de Bolsonaro somavam 746 mil registros, número relevante, mas inferior a outros momentos recentes, como a operação da PF contra Bolsonaro em julho (72 mil) e a prisão domiciliar em agosto (51 mil).

O julgamento

A Primeira Turma do STF iniciou nesta terça-feira a análise do chamado núcleo crucial da suposta trama golpista de 2022. Além de Bolsonaro, fazem parte do processo:

  • Alexandre Ramagem – ex-diretor-geral da Abin e deputado federal;
  • Almir Garnier Santos – almirante e ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres – ex-ministro da Justiça;
  • Augusto Heleno – general da reserva e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
  • Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator;
  • Paulo Sérgio Nogueira – general e ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto – general da reserva e ex-ministro da Casa Civil e da Defesa.

O julgamento avalia as responsabilidades desses integrantes na suposta tentativa de golpe que visava impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva após as eleições de 2022.

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