Reunião de Lula com ministros não definiu plano de emergência contra sobretaxa dos EUA

Reunião de Lula com ministros não definiu plano de emergência contra sobretaxa dos EUA

Governo ainda ajusta medidas para proteger empresas brasileiras afetadas e anúncio deve sair até o fim da semana

BRASÍLIA — O encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua equipe ministerial nesta segunda-feira (11) para tratar do plano de contingência que visa minimizar os impactos da sobretaxa imposta pelos Estados Unidos ao Brasil não teve um desfecho definitivo.

Desde que a tarifa entrou em vigor na última quarta-feira (6), o governo federal vem buscando soluções para apoiar as empresas nacionais que estão sentindo o peso dessa medida.

Fontes do Palácio do Planalto informam que ainda existem detalhes a serem ajustados, e novas reuniões podem acontecer nos próximos dias. Por isso, é improvável que o plano seja anunciado nesta terça-feira (12), mas a expectativa é que o governo apresente as ações ainda nesta semana. A reunião focou em questões comerciais e não discutiu temas políticos.

Estiveram presentes na reunião, além de Lula, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e outras autoridades chave, como os ministros da Casa Civil, Relações Exteriores, Relações Institucionais e Advocacia-Geral da União.

O presidente também vai conceder uma entrevista à BandNews nesta terça, às 18h, para detalhar os próximos passos.

Sobre as medidas, Haddad destacou que a preservação dos empregos está prevista na medida provisória que será parte do plano, mas reconheceu que algumas empresas não conseguirão manter todos os postos por conta do impacto financeiro severo. Por isso, a MP oferece flexibilidade para que cada caso seja analisado individualmente, considerando as diferentes realidades do setor produtivo.

Além disso, o ministro revelou que o plano traz mudanças estruturais importantes, incluindo reformas no Fundo de Garantia para Exportações e linhas de crédito voltadas para facilitar o acesso das empresas brasileiras ao mercado internacional — um passo essencial para driblar os efeitos da sobretaxa.

A expectativa é que o pacote de medidas contemple também incentivos tributários e autorize compras governamentais estratégicas para reforçar o suporte ao setor produtivo nacional.

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