
Reviravolta no caso 8 de Janeiro: recurso de defesa cai nas mãos de ministro fora da mira da suspeição
Pela primeira vez, processo ligado à “trama golpista” será analisado por um ministro que a defesa considera imparcial, gerando alívio entre os aliados do ex-assessor de Bolsonaro
Uma nova reviravolta marcou o processo da chamada “trama golpista”, envolvendo o ex-assessor da Presidência, Filipe Martins. O advogado de defesa, Jeffrey Chiquini, anunciou com entusiasmo nas redes sociais que um novo recurso protocolado será analisado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo Chiquini, o simples fato de o caso não ter sido sorteado para um dos magistrados que ele classifica como “suspeitos” já é motivo para comemorar. A defesa acredita que, com Mendonça no comando da relatoria, há maior chance de uma análise justa do recurso — diferente do que consideram ter ocorrido anteriormente.
Essa notícia animou aliados de Martins e também parte do grupo político que questiona as decisões tomadas após os atos de 8 de janeiro. Muitos enxergam nesse novo relator uma possibilidade de reequilíbrio jurídico, diante do que chamam de “excessos” no julgamento dos envolvidos.
A movimentação ocorre em meio a críticas e tensões sobre a condução das investigações do 8 de janeiro, marcadas por disputas políticas, denúncias de parcialidade e pressão internacional. A escolha de Mendonça, nomeado ao STF por Bolsonaro, é vista por bolsonaristas como um possível respiro no que chamam de “julgamentos ideológicos”.
O desfecho desse recurso pode representar um divisor de águas no tratamento jurídico dos réus dos atos de 8 de janeiro — um tema que segue inflamando debates dentro e fora do país.