Rubio manda recado ao mundo: Trump não aceita provocações

Rubio manda recado ao mundo: Trump não aceita provocações

Chefe da diplomacia dos EUA diz que o presidente americano age com firmeza e que quem o desafia pode arcar com consequências

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, fez neste sábado (3) um aviso claro a aliados e adversários ao afirmar que Donald Trump não é um presidente que possa ser subestimado. Em declaração à imprensa durante um evento em Mar-a-Lago, Rubio afirmou que terminou a fase em que muitos acreditavam ser possível “testar” o republicano sem enfrentar respostas duras.

Segundo o secretário, Trump é um líder que transforma discurso em ação. “Alguns não compreenderam isso no passado, mas agora está ficando evidente. Este não é um momento para jogos políticos”, afirmou. Rubio destacou que, quando o presidente decide agir, o faz com convicção e sem hesitação.

“Ele é um presidente que busca a paz, mas teve várias oportunidades de seguir outros caminhos e, mesmo assim, optou por agir da maneira que vimos hoje. Estou satisfeito com o desfecho e deixo um alerta: não tentem brincar com este presidente, porque as consequências podem ser sérias”, declarou.

Rubio também lembrou que, ao longo dos anos, diversas lideranças minimizaram Trump, apostando que suas advertências não se concretizariam. Para ele, os acontecimentos recentes provaram o contrário. “Ele é o 47º presidente dos Estados Unidos. Diz o que vai fazer e faz”, afirmou.

Operação na Venezuela e endurecimento do discurso

As declarações foram feitas após a fase mais intensa da ofensiva militar americana na Venezuela, que culminou na prisão do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, na madrugada de sábado. Pouco depois, Trump anunciou que os Estados Unidos assumiriam temporariamente a administração do país até que fosse estabelecida uma transição política.

O presidente americano afirmou que Washington continuará envolvida nos assuntos venezuelanos para garantir uma mudança de governo considerada adequada e para proteger recursos estratégicos, especialmente o petróleo. Segundo ele, essas riquezas vinham sendo exploradas de forma irregular pelo regime de Maduro.

“Nunca houve um presidente disposto a enfrentar esse problema de frente. Enquanto travávamos guerras a milhares de quilômetros daqui, deixamos que um regime socialista no exterior se apropriasse de nossos recursos”, disse Trump, ao afirmar que parte do petróleo venezuelano foi apreendida e levada para território americano.

O discurso firme de Rubio e Trump sinaliza que a atual administração dos EUA pretende adotar uma postura dura no cenário internacional e não pretende tolerar desafios aos seus interesses estratégicos, especialmente em regiões consideradas sensíveis para a política externa americana.

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