Semana decisiva para o Twitter/X: empresa se prepara para pedir fim do bloqueio ao STF

Semana decisiva para o Twitter/X: empresa se prepara para pedir fim do bloqueio ao STF

E aqui estamos nós, mais uma vez, vendo a disputa entre gigantes do poder e da tecnologia se desenrolar no palco da política brasileira. O Twitter, ou melhor, o X, de Elon Musk, está fora do ar no Brasil desde agosto, e a plataforma, mais conhecida pelas suas polêmicas do que por qualquer avanço social significativo, agora corre para tentar reverter o bloqueio imposto pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Quem está à frente dessa novela? O sempre presente ministro Alexandre de Moraes, que já é praticamente um personagem central em qualquer trama que envolva liberdade de expressão, redes sociais e a tão discutida “censura”.

A jogada de Musk, claro, é tentar mostrar que o X já fez tudo que o Judiciário exigiu: nomeou representante legal, bloqueou perfis que teriam desrespeitado leis brasileiras e até pagou multas. Mas, como bem sabemos, não é só o que está no papel que conta. Moraes pediu mais documentos, mais informações, e deu um prazo de cinco dias para o bilionário cumprir. O que mais podemos esperar? Uma batalha que vai se estender até o fim de semana, pelo menos, com a decisão final de Moraes ficando para depois.

Agora, vejamos o que realmente está em jogo aqui. Desde que o X foi suspenso, o empresário tem disparado suas críticas ao STF e, claro, a Moraes. Chamou o ministro de “tirano” e “ditador”, espalhando sua narrativa de que as decisões brasileiras são censura pura e simples. E, convenhamos, não faltam críticos dispostos a concordar com ele.

Mas, o STF, em peso, se alinhou com Moraes nessa questão. A Primeira Turma do tribunal, composta por figuras como Flávio Dino e Luiz Fux, manteve o bloqueio por unanimidade. É um sinal claro de que, no mínimo, o tribunal não está disposto a abrir mão de seu controle sobre o que considera ser a defesa da democracia contra as milícias digitais e o discurso de ódio que prolifera nas redes.

E enquanto Musk reage, Moraes responde à altura, lembrando que liberdade de expressão não significa liberdade para agredir, difamar e incitar o ódio. O ministro foi direto: o que o X permite não é “liberdade de expressão”, mas “liberdade de agressão”. E é nesse embate de visões – uma defendendo o poder da tecnologia para conectar, e outra argumentando que isso pode levar à destruição do tecido social – que essa semana se desenrola.

E claro, tem sempre a ironia: enquanto o bloqueio permanece, relatos de usuários acessando a rede, inclusive o ex-presidente Bolsonaro, pipocam aqui e ali. Parece que Musk, ou melhor, seus servidores, deram um jeito de burlar o sistema. E a Anatel não gostou nada disso, acusando o X de tentar, deliberadamente, escapar da ordem judicial.

No fundo, o que essa novela nos mostra é o quanto o Judiciário brasileiro e figuras poderosas como Musk estão em rota de colisão. De um lado, um empresário que vê na liberdade total das redes a última fronteira da comunicação. Do outro, uma corte suprema que tenta, como pode, manter o controle em um ambiente onde o caos digital reina.

O próximo capítulo? Fica por conta do STF e de Moraes, que continua segurando firme o bastão da autoridade, enquanto Musk assiste de longe, esperando para ver se sua plataforma ressuscita no Brasil ou se vai, mais uma vez, dar de cara com o bloqueio que já o está cansando.

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