
Senado aprova reajuste de 9% para militares, mas aumento fica abaixo do esperado
Com custo previsto de R$ 5,3 bilhões para 2026, medida beneficia ativos, inativos e pensionistas das Forças Armadas. Salário de recrutas sobe e novas faixas salariais entram em vigor no próximo ano.
O Senado deu sinal verde, nesta quarta-feira (16), ao reajuste de 9% nos salários dos militares das Forças Armadas. A medida, que já vinha sendo aplicada desde abril, agora ganha caráter permanente com a aprovação da medida provisória — que ainda aguarda promulgação para ser oficialmente válida.
O aumento contempla não só os militares da ativa, mas também os da reserva e pensionistas. O reajuste será pago em duas partes: a primeira, de 4,5%, já foi concedida em abril, enquanto a segunda metade será incorporada aos contracheques a partir de janeiro de 2026.
Segundo cálculos do governo federal, o impacto dessa decisão no orçamento será de aproximadamente R$ 5,3 bilhões no próximo ano. O Palácio do Planalto justificou o percentual como um “meio-termo possível” diante das pressões por reajustes maiores e os limites fiscais.
Do recruta ao general
Com o aumento, o menor salário das Forças Armadas — o dos recrutas — passou de R$ 1.078 para R$ 1.127 em abril. Em 2026, esse valor deve chegar a R$ 1.177. Já os vencimentos dos postos mais altos, como almirante de esquadra, general de Exército e tenente-brigadeiro, estão projetados para atingir R$ 14.711 no próximo ano.
Vale lembrar que esses valores se referem ao salário-base, sem contar eventuais adicionais por tempo de serviço, missões ou gratificações específicas de cada carreira.
Expectativa frustrada entre os militares
Apesar da aprovação, o percentual concedido ficou aquém das expectativas das categorias militares, que esperavam um reajuste mais generoso. Ainda assim, o governo destacou que o valor aprovado buscou equilibrar as demandas da tropa com a realidade fiscal do país.
Agora, com a aprovação no Congresso, a expectativa é de que a promulgação aconteça nos próximos dias, encerrando o processo legislativo que garante a continuidade do aumento.