
STF retoma julgamento de Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe
Núcleo central do processo reúne oito réus, entre eles militares de alta patente e ex-ministros
O Supremo Tribunal Federal voltou a se debruçar, nesta terça-feira (9), sobre o julgamento da tentativa de golpe de 2022, que tem Jair Bolsonaro como réu principal. A sessão foi retomada no início da tarde, após o voto do relator Alexandre de Moraes.
Quem abriu os trabalhos foi o ministro Cristiano Zanin, responsável pela leitura da ata. O próximo voto a ser apresentado é o de Flávio Dino, recém-chegado à Corte.
No chamado “núcleo 1”, considerado o coração do processo, estão oito acusados. Eles respondem a cinco crimes: integrar organização criminosa armada, tentar abolir violentamente o Estado Democrático de Direito, articular um golpe de Estado, causar dano qualificado e deteriorar patrimônio tombado.
Entre os réus estão figuras centrais do governo passado:
- Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
- Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor da Abin;
- Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha;
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
- Augusto Heleno, ex-ministro do GSI;
- Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
- Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
- Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil.
Alexandre Ramagem é o único que responde a três acusações — tentativa de golpe, tentativa de abolir o Estado de Direito e participação em organização criminosa armada. As demais acusações contra ele foram suspensas pela Câmara dos Deputados.
A expectativa agora se volta para o voto de Flávio Dino, que deve trazer novos contornos ao julgamento histórico que pode definir o futuro político de Bolsonaro e de seus aliados mais próximos.