Suprema Corte dos EUA valida lei que barra transição de gênero para menores

Suprema Corte dos EUA valida lei que barra transição de gênero para menores

Com decisão apertada, Corte dá sinal verde à lei do Tennessee que proíbe tratamentos hormonais e cirurgias em crianças e adolescentes trans

Por 6 votos contra 3, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu manter em vigor uma lei do estado do Tennessee que proíbe menores de idade de realizarem tratamentos de transição de gênero, como o uso de bloqueadores hormonais e cirurgias.

A decisão aprofunda um debate já bastante polarizado no país, colocando a mais alta instância da Justiça americana ao lado de legislações conservadoras que têm se espalhado por diversos estados nos últimos anos. Para os defensores da medida, trata-se de uma forma de “proteger crianças e adolescentes”; já para ativistas e organizações de direitos humanos, é um ataque direto à dignidade e à autonomia de jovens trans.

A medida atinge especialmente famílias que procuram atendimento médico especializado para seus filhos em fase de descoberta da identidade de gênero. O entendimento da maioria da Corte foi o de que os estados têm o direito de regulamentar esse tipo de tratamento médico entre menores, mesmo que isso signifique impedir seu acesso.

A decisão tem repercussões não só legais, mas também simbólicas, num momento em que a pauta LGBTQIA+ volta ao centro das disputas políticas nos EUA. De um lado, há estados que avançam no reconhecimento de direitos; de outro, legislações como a do Tennessee ganham força com respaldo judicial.

Com isso, milhares de jovens trans e suas famílias se veem, mais uma vez, colocados à margem, enfrentando não só o preconceito social, mas agora também o peso de uma legislação que ignora suas realidades e suas escolhas.

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