
Tarcísio entrega piscinão e cobra responsabilidade da Enel
Mesmo sem energia da concessionária, governador coloca obra estratégica em funcionamento
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, inaugurou nesta terça-feira (23) o Piscinão Jaboticabal, na Região Metropolitana da capital, e aproveitou o ato para fazer duras críticas à concessionária de energia Enel. Segundo ele, a obra só entrou em operação graças ao uso de geradores, já que a empresa não realizou a ligação elétrica necessária.
Durante a cerimônia, Tarcísio deixou claro que a falta de energia não seria desculpa para atrasar uma entrega considerada essencial para a população. Mesmo diante da falha da concessionária, o governo decidiu seguir adiante e colocar o sistema para funcionar.
— Não vamos parar São Paulo por incompetência de terceiros. Se a energia não veio, a obra entra em operação com gerador. O importante é proteger as pessoas das enchentes — afirmou o governador.
Tarcísio relatou que o problema não é isolado e que outras obras importantes do estado também sofreram atrasos por falhas semelhantes da Enel. O governador disse ter tratado diretamente do assunto com o presidente da empresa, cobrando providências e mais compromisso com o estado.
A postura reforça uma das principais marcas da atual gestão: entregar obras, mesmo diante de obstáculos, e manter o ritmo de investimentos em infraestrutura. O Piscinão Jaboticabal, localizado próximo à Rodovia Anchieta, tem capacidade para armazenar até 900 mil metros cúbicos de água da chuva e deve beneficiar cerca de 1,5 milhão de moradores da capital e do ABC Paulista, ajudando a reduzir alagamentos recorrentes.
A estrutura integra o Programa Estadual de Prevenção de Enchentes e é considerada estratégica para minimizar prejuízos causados por eventos climáticos extremos, cada vez mais frequentes.
Em nota, a Enel alegou que a ligação elétrica depende de adequações internas sob responsabilidade do governo estadual e informou que parte da documentação foi enviada recentemente para análise técnica. Ainda assim, o Palácio dos Bandeirantes sustenta que a demora compromete o cronograma de entregas.
Sem poder aplicar sanções diretas, já que a concessão é federal, Tarcísio tem adotado uma estratégia de pressão política e institucional, defendendo mudanças profundas na operação da empresa em São Paulo. O governador já mencionou publicamente a possibilidade de reavaliar o modelo da concessão e citou exemplos de outros estados que substituíram a Enel após sucessivas falhas.
A iniciativa reforça o discurso de que São Paulo não pode ficar refém de um serviço que falha repetidamente. Para aliados do governador, a postura firme diante da concessionária demonstra liderança, foco em resultados e compromisso com a população — especialmente em um estado onde infraestrutura e energia são vitais para o desenvolvimento econômico e social.