
Trump ameaça ampliar ações militares e ataca presidente da Colômbia
Após ofensiva na Venezuela, líder americano chama Gustavo Petro de “doente” e sugere nova intervenção na região
Pouco tempo depois de autorizar uma operação militar dos Estados Unidos em território venezuelano que resultou na captura de Nicolás Maduro, o presidente Donald Trump voltou a subir o tom e passou a ameaçar outros países da América Latina. Entre eles, a Colômbia, governada por Gustavo Petro, primeiro presidente de esquerda da história do país.
Falando com jornalistas a bordo do Air Force One, na noite de domingo (4), Trump afirmou que a Colômbia estaria em situação semelhante à da Venezuela e fez acusações diretas contra Petro, associando o governo colombiano ao tráfico de drogas. Segundo o presidente americano, o país seria comandado por “um homem doente” que, em suas palavras, “gosta de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos”.
Questionado se esse discurso poderia significar uma ação militar contra a Colômbia, Trump respondeu de forma vaga, mas provocativa, dizendo que a ideia “soava bem”.
As declarações ocorrem dias depois de a Colômbia ter assinado, junto com Brasil, México, Chile e Uruguai, uma nota conjunta criticando qualquer tentativa de controle externo sobre a Venezuela. No documento, os países expressaram preocupação com intervenções estrangeiras e com a exploração de recursos naturais venezuelanos por forças externas.
Além da Colômbia, Trump também voltou suas críticas ao México, afirmando que o país precisa reforçar o combate aos cartéis de drogas. O presidente americano disse ainda que já ofereceu o envio de tropas dos EUA para ajudar no enfrentamento ao crime organizado, mas alegou que a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, teria receio de confrontar essas organizações.
Sobre Cuba, Trump adotou um tom diferente e afirmou não acreditar na necessidade de uma ação militar, sugerindo que o regime cubano estaria próximo de colapsar por conta própria.
O presidente americano também retomou sua antiga ideia de incorporar a Groenlândia aos Estados Unidos, destacando a importância estratégica da ilha para a defesa nacional e criticando a capacidade da Dinamarca de administrar o território.
Enquanto isso, a captura de Nicolás Maduro segue repercutindo internacionalmente. O líder venezuelano e sua esposa, Cilia Flores, foram presos durante uma operação militar relâmpago em Caracas e levados aos Estados Unidos, onde devem responder por acusações relacionadas ao narcotráfico. Embora Washington justifique a ofensiva com base nessas acusações, o próprio Trump admitiu interesse direto nas vastas reservas de petróleo da Venezuela.
Após a detenção de Maduro, o Supremo Tribunal venezuelano determinou que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma o comando do país de forma interina, em meio a um cenário de forte instabilidade política e crescente tensão internacional.