Trump ameaça Petro e fala em “combater a cocaína” na Colômbia

Trump ameaça Petro e fala em “combater a cocaína” na Colômbia

Declarações do presidente americano foram dadas dois dias após invadir a Venezuela e capturar Nicolás Maduro

Menos de 48 horas após autorizar uma operação militar americana em Caracas que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a se exibir para a imprensa com declarações polêmicas sobre outros países da América Latina.

Em entrevista a bordo do Air Force One, no domingo à noite, Trump acusou o presidente colombiano Gustavo Petro de estar “doente” e de se envolver com a produção e venda de cocaína para os Estados Unidos.

“A Colômbia é governada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e enviar aos EUA. Isso não vai durar muito”, afirmou o republicano. Ao ser questionado se isso indicaria uma ação militar contra Petro, limitou-se a dizer: “Parece bom para mim”.

A Colômbia, por sua vez, faz parte de um grupo de países latino-americanos que divulgaram carta conjunta contra qualquer tentativa de interferência externa na Venezuela. No documento, Brasil, Uruguai, Chile e México manifestam preocupação com a apropriação de recursos naturais ou estratégicos venezuelanos.

Trump ainda aproveitou para criticar o México, dizendo que o país “precisa se organizar melhor” e combater com mais rigor o tráfico de drogas. Segundo ele, chegou a oferecer o envio de tropas americanas, mas alegou que a presidente Claudia Sheinbaum estaria “preocupada, um pouco com medo”.

Sobre Cuba, o presidente americano afirmou que não vê necessidade de usar força militar, acreditando que a ilha “simplesmente vai cair sozinha”.

Além da América Latina, Trump voltou a citar a Groenlândia, território semi-autônomo da Dinamarca, defendendo sua anexação por interesses estratégicos e reservas de recursos naturais. Segundo ele, a Dinamarca não estaria apta a proteger a ilha, essencial para a segurança dos Estados Unidos.

No sábado, a operação militar em Caracas, chamada de Resolução Absoluta, resultou na captura de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Segundo o The New York Times, cerca de 80 civis e militares morreram durante a ação, sem que soldados americanos sofressem baixas. Apesar de alegar combate ao narcotráfico, Trump também demonstrou interesse nas reservas de petróleo venezuelanas.

Com a captura de Maduro, o Tribunal Supremo da Venezuela determinou que a vice-presidente Delcy Rodríguez assumisse o cargo de forma interina, mantendo a continuidade do governo local.

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