
Trump aumenta pressão: EUA ameaçam novas sanções contra o Brasil e citam Moraes
Subsecretário americano fala em “medidas cabíveis” enquanto Trump acusa governo brasileiro de ter migrado “radicalmente para a esquerda”
BRASÍLIA – O governo dos Estados Unidos voltou a mirar o Brasil e, mais uma vez, o ministro Alexandre de Moraes entrou no centro da polêmica. Darren Beattie, subsecretário de Diplomacia Pública do Departamento de Estado, afirmou nesta segunda-feira (8/9) que novas sanções contra o país estão na mesa e justificou as ameaças citando as decisões de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF).
Beattie disse, em postagem nas redes sociais, que os EUA continuarão tomando “medidas cabíveis” em nome da defesa da liberdade, lembrando o Dia da Independência do Brasil. Para ele, abusos de autoridade minaram direitos fundamentais no país.
A pressão foi reforçada pelo próprio presidente Donald Trump, que declarou estar “muito irritado” com o Brasil. Segundo ele, o governo brasileiro mudou “radicalmente para a esquerda” e isso estaria trazendo sérios problemas. Em coletiva na Casa Branca, Trump não descartou endurecer ainda mais, inclusive restringindo vistos de autoridades que devem participar da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
Na prática, os EUA já aplicaram uma sobretaxa de 50% sobre exportações brasileiras. Em carta enviada a Lula, Trump citou nominalmente Jair Bolsonaro e chamou o julgamento do ex-presidente de “caça às bruxas”.
Além disso, Moraes entrou na lista de punições da Lei Magnitsky, usada contra autoridades acusadas de violações graves de direitos humanos, e teve seu visto americano revogado.
Enquanto isso, no Brasil, o STF segue com o julgamento de Bolsonaro, acusado de crimes como organização criminosa, tentativa de golpe de Estado e ataques ao patrimônio público.