
Trump barra Cristina Kirchner nos EUA sob acusação de corrupção esta proibida de entrar nos EUA
Decisão inclui ex-ministro argentino e filhos da ex-presidente; Cristina reage e culpa Milei
O governo dos Estados Unidos proibiu a ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner de entrar no país, alegando seu envolvimento em corrupção durante seu período no poder. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (21) pelo secretário de Estado Marco Rubio, que também incluiu na medida o ex-ministro do Planejamento, Julio Miguel De Vido, além dos filhos de Cristina, Máximo e Florencia Kirchner.
Segundo o comunicado oficial, Cristina e De Vido “abusaram de suas posições para orquestrar e lucrar com esquemas de suborno ligados a contratos de obras públicas, desviando milhões de dólares do governo argentino”. A decisão foi divulgada pela Embaixada dos EUA em Buenos Aires, reforçando que Washington seguirá penalizando líderes envolvidos em corrupção.
A ex-presidente reagiu com indignação nas redes sociais, atribuindo a decisão a um suposto pedido do atual presidente argentino, Javier Milei, ao ex-presidente Donald Trump. “Você não conseguiu se conter e saiu postando imediatamente, deixando claro que foi um pedido seu”, escreveu Cristina no X (antigo Twitter).
Cristina Kirchner, que governou a Argentina de 2007 a 2015 e voltou ao poder como vice-presidente entre 2019 e 2023, já foi condenada a seis anos de prisão por corrupção em 2022. A pena foi mantida por um tribunal de apelações, mas ela recorreu à Suprema Corte.
A relação entre Cristina e Milei tem sido marcada por forte antagonismo. O atual presidente argentino, alinhado a Trump, foi o primeiro líder estrangeiro a visitá-lo após sua vitória nas eleições de 2024, reforçando laços com o ex-presidente americano.
A decisão de barrar Cristina Kirchner dos EUA simboliza um novo capítulo na conturbada política argentina, em que os desdobramentos judiciais e os embates entre figuras de peso continuam a moldar o cenário do país.