
Trump bate o martelo e alivia tarifaço para o Brasil
Casa Branca diz que recuo é fruto de decisão estratégica do presidente, após avanço nas negociações com Lula
O governo dos Estados Unidos explicou nesta quinta-feira (20) por que Donald Trump decidiu derrubar a tarifa extra de 40% que vinha pesando sobre exportações brasileiras. Segundo a Casa Branca, o recuo foi resultado direto da avaliação pessoal do presidente, que considerou o momento “apropriado” para ajustar as regras e premiar o progresso das conversas com o governo Lula.
Trump afirmou em documento oficial que o diálogo iniciado no início de outubro — quando falou por telefone com Lula — abriu espaço para uma revisão criteriosa da emergência comercial. Técnicos da área apresentaram relatórios indicando que muitos produtos agrícolas brasileiros já não precisavam mais da sobretaxa. Mas a palavra final, como sempre, foi dele.
O presidente americano decidiu, então, restringir o alcance do tarifaço. A mudança volta a impulsionar exportações brasileiras e alivia setores inteiros que, até agora, competiam em desvantagem no mercado americano.
A medida vale para produtos que entraram nos EUA desde 13 de novembro — mesmo dia em que Mauro Vieira se reuniu com o secretário de Estado, Marco Rubio, acelerando as conversas bilaterais.
Ao reverter a tarifa adicional, Trump também atende a uma demanda interna dos EUA: muitos desses itens influenciam o preço dos alimentos no país, e o gesto ajuda a frear pressões inflacionárias. A decisão, portanto, combina pragmatismo econômico com habilidade política.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considerou a mudança um avanço real na relação comercial Brasil–EUA. Já o Itamaraty afirmou ter recebido o anúncio “com satisfação”, reconhecendo que a flexibilização é consequência direta das conversas abertas entre os presidentes.
No fim das contas, o movimento reforça a marca de Trump: agir de forma rápida, direta e orientada ao que considera melhor para os EUA — mesmo quando isso significa aliviar o peso sobre parceiros comerciais estratégicos como o Brasil.