
Trump declara que é “tarde demais” para negociar com o Irã em meio à guerra no Oriente Médio
Conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã se intensifica após bombardeios em Teerã e morte de Ali Khamenei
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (3) que o Irã teria sinalizado interesse em retomar negociações sobre um acordo nuclear, mas, segundo ele, “é tarde demais” para qualquer diálogo.
A declaração foi publicada na rede social Truth Social e ocorre no quarto dia da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã — conflito que começou após bombardeios em Teerã no sábado (28).
Ataques em Teerã e morte de Ali Khamenei mudam o cenário geopolítico
Os bombardeios atingiram a capital iraniana e resultaram na morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, além de integrantes de alto escalão do governo e das forças militares iranianas. Segundo o Crescente Vermelho do Irã, quase 800 pessoas morreram desde o início da ofensiva.
A partir desse ataque, o conflito escalou rapidamente. O Irã passou a lançar mísseis contra território israelense e contra bases norte-americanas no Oriente Médio. A troca de ataques continua diariamente.
Trump endurece discurso e prevê semanas de guerra
Em sua publicação, Trump declarou que a defesa aérea, a Força Aérea e a liderança iraniana teriam sido neutralizadas. Ele também afirmou que novas ofensivas de grande escala podem ocorrer em breve.
Na segunda-feira, o presidente norte-americano já havia indicado que a maior onda de ataques contra o Irã ainda estaria por vir. Segundo ele, o conflito pode durar entre quatro e cinco semanas.
Trump também reconheceu que os Estados Unidos não estariam “onde gostariam” em termos de armamentos de ponta, mas afirmou que o país possui estoques praticamente ilimitados de armas de médio e médio-alto alcance.
Irã demonstra ceticismo sobre negociações
Apesar da fala de Trump, representantes iranianos indicaram que o momento não seria adequado para negociações. O embaixador do Irã na ONU em Genebra, Ali Bahraini, afirmou que, no atual cenário, o foco do país é a defesa nacional.
Segundo ele, não houve qualquer contato direto ou indireto entre os dois países após o início da guerra. A mensagem é clara: o ambiente diplomático está congelado.
Mortes de militares e promessa de retaliação
Os Estados Unidos confirmaram a morte de seis militares desde o início do conflito. Trump prometeu retaliar e afirmou que o país dará uma resposta “devastadora” aos responsáveis pelos ataques.
A guerra coloca em alerta não apenas os três países diretamente envolvidos, mas também nações do Golfo e outras potências globais que acompanham com preocupação a escalada militar em uma das regiões mais estratégicas do planeta.
O cenário segue instável, com bombardeios contínuos, discursos cada vez mais duros e nenhuma sinalização concreta de cessar-fogo no horizonte.