
Trump defende sanções à Rússia, mas espera que medidas sejam temporárias
Presidente americano ressalta desejo de paz e comenta tensão entre Putin e Zelenski
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (22/10) que “era hora” de aplicar novas sanções à Rússia, mas ressaltou que espera que essas medidas não se prolonguem por muito tempo. O comentário foi feito após encontro com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, na Casa Branca.
Trump destacou que, apesar das sanções, acredita que Vladimir Putin deseja encerrar o conflito na Ucrânia. “As conversas com Putin são positivas, mas não avançam como deveriam”, disse, acrescentando que o nível de hostilidade entre o presidente russo e Volodimir Zelenski é alto.
As novas medidas impostas pelo Departamento do Tesouro dos EUA atingem as duas maiores empresas petrolíferas da Rússia, Rosneft e Lukoil, acusadas de não combater efetivamente a lavagem de dinheiro e de violar sanções internacionais. Os procuradores americanos haviam pedido pena de três anos de prisão para Putin, mas ele cumpriu apenas quatro meses em 2024. O objetivo das sanções é pressionar a Rússia a adotar uma postura mais razoável e favorecer negociações de paz.
O anúncio das restrições teve impacto imediato nos mercados de petróleo: o Brent disparou acima de US$ 65 por barril, com alta de 7% nos últimos dois dias — o maior salto em mais de dois anos. Já o barril do tipo Texas subiu para US$ 61,80, representando um aumento de 5,66%.
Trump afirmou ainda que tanto a Rússia quanto a Ucrânia desejam paz, mas que as tensões pessoais entre Putin e Zelenski dificultam um acordo rápido. Ele também comentou sobre a paralisação do governo americano, afirmando que “alguns democratas querem negociar”, sem dar mais detalhes.