Trump envia navios de guerra para a Venezuela e acende alerta na América Latina

Trump envia navios de guerra para a Venezuela e acende alerta na América Latina

Casa Branca fala em combate ao narcotráfico, mas gesto aumenta tensão diplomática na região; Maduro reage convocando milhões de milicianos

O governo de Donald Trump decidiu enviar três navios militares para a costa da Venezuela, sob o argumento de reforçar a luta contra o tráfico de drogas em águas internacionais. A movimentação, revelada pela agência Reuters e confirmada por diplomatas, deve se concretizar até a noite de quarta-feira (20) e já provocou preocupação entre o Brasil e outros países da América Latina.

Segundo autoridades em Washington, os destróieres USS Gravely, USS Jason Dunham e USS Sampson fazem parte da estratégia americana de tratar organizações do narcotráfico como grupos terroristas. Essa classificação abre espaço para que operações militares sejam justificadas como ações de “segurança nacional”.

Repercussão no Brasil

No Brasil, a pressão de Trump ecoa no debate interno: o governo americano tem insistido para que o PCC seja reconhecido como grupo terrorista, algo defendido por governadores como Tarcísio de Freitas (SP) e Cláudio Castro (RJ), além do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Escalada no Caribe

Fontes diplomáticas afirmam que a Casa Branca pode ir além da vigilância marítima. Se houver indícios de bases estratégicas ligadas ao narcotráfico, ataques militares não estão descartados. “A droga é uma ameaça direta à segurança nacional dos EUA. Não podemos permitir que cartéis atuem com impunidade”, disse o secretário de Estado Marco Rubio.

Além dos navios, há possibilidade de envio de aviões espiões e até de um submarino para reforçar a presença americana no Caribe.

Maduro reage e mobiliza milicianos

Diante da pressão, o presidente venezuelano Nicolás Maduro anunciou um plano de defesa com mais de 4,5 milhões de milicianos espalhados pelo país, prontos, segundo ele, para proteger “a soberania e a integridade da Venezuela”. Em discurso, classificou as medidas americanas como “ameaças extravagantes e bizarras de um império em declínio”.

Para aumentar ainda mais a tensão, os EUA dobraram a recompensa pela prisão de Maduro, agora em US$ 50 milhões (cerca de R$ 270 milhões).

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