Trump impõe tarifas entre 15% e 20% para o mundo — mas Brasil segue fora do radar

Trump impõe tarifas entre 15% e 20% para o mundo — mas Brasil segue fora do radar

Apesar de endurecer acordos com Europa e outros países, presidente dos EUA ainda não mencionou diretamente como essas taxas vão impactar o Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a nova tarifa-base para produtos importados do restante do mundo ficará entre 15% e 20%, dentro de sua estratégia de reforçar a economia americana. A declaração, feita nesta semana, acontece na esteira dos recentes acordos fechados com parceiros comerciais, como o que envolveu a União Europeia no último domingo.

O curioso é que, mesmo com esse movimento tarifário agressivo — apelidado de “tarifaço” —, Trump ainda não fez nenhuma menção direta ao Brasil. A ausência do país nos discursos e documentos divulgados até o momento chama atenção, especialmente num contexto em que o governo norte-americano tem ampliado suas barreiras comerciais.

A alíquota de 15% tem sido o padrão nos últimos acordos firmados por Trump, o que indica uma tendência clara de proteção à indústria local e pressão sobre concorrentes internacionais. A medida já afeta setores como aço, alumínio, tecnologia e produtos farmacêuticos — o que gera apreensão em várias economias que dependem da exportação para os EUA.

Embora o Brasil não esteja explicitamente na mira (por ora), especialistas alertam que isso pode mudar a qualquer momento. O governo brasileiro, até agora, não comentou oficialmente sobre o impacto que a medida pode ter para o agronegócio, a indústria ou as exportações em geral.

O clima é de expectativa. Com a política comercial dos EUA se tornando cada vez mais imprevisível, o silêncio de Trump sobre o Brasil pode ser tanto um alívio temporário quanto a calma antes da tempestade.

Compartilhe nas suas redes sociais
Categorias