Trump lança ameaça ao Irã após bombardeios: “Ou haverá paz, ou uma tragédia muito maior”

Trump lança ameaça ao Irã após bombardeios: “Ou haverá paz, ou uma tragédia muito maior”

Presidente dos EUA celebra ataque a instalações nucleares iranianas, pressiona por acordo de paz e elogia aliança com Israel: “A operação foi impecável e letal”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou a noite de sábado (21) para endurecer o tom contra o Irã. Após ordenar o bombardeio de três das principais instalações nucleares do país persa, ele deixou claro que novas ações militares estão na mesa, caso o regime dos aiatolás não aceite negociar a paz.

“Ou o Irã escolhe a paz, ou sofrerá uma tragédia ainda maior do que a dos últimos oito dias”, declarou em um discurso transmitido ao vivo da Casa Branca. Ele classificou o bombardeio como um “espetacular sucesso militar” e disse que o objetivo foi frear a ameaça que o programa nuclear iraniano representa para o mundo.

Trump não poupou palavras: segundo ele, ainda há muitos alvos possíveis e o exército americano está pronto para agir “com precisão, velocidade e habilidade”. A ofensiva foi, segundo o presidente, a mais dura e letal já realizada, e só não será repetida se houver sinal verde para a paz.

As instalações atingidas — Fordow, Natanz e Isfahan — são conhecidas por abrigar parte importante da infraestrutura de enriquecimento de urânio do Irã. Trump afirmou que foram completamente destruídas, chamando o complexo nuclear iraniano de “empreendimento terrivelmente destrutivo”.

Minutos antes do pronunciamento, autoridades iranianas confirmaram os ataques, mas tentaram suavizar o impacto ao informar que os locais haviam sido evacuados previamente. A Organização de Energia Atômica do Irã acusou os EUA de um “ato bárbaro” e ilegal, e criticou a falta de ação da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que ainda não se pronunciou.

Em seu discurso, Trump elogiou os militares americanos e israelenses, destacando a cooperação com o premiê Benjamin Netanyahu e o uso de bombardeiros B-2 na operação. Ele parabenizou os pilotos e exaltou o trabalho das Forças Armadas dos EUA: “Nunca houve um exército que fizesse o que fizemos hoje.”

O presidente também fez questão de reforçar o papel dos EUA na segurança global e mencionou novamente o nome do general Qasem Soleimani, morto em um ataque ordenado por ele em 2020. “Por 40 anos, o Irã gritou ‘morte à América’. Mataram nossos soldados com bombas nas estradas. Não permitirei que isso continue.”

Com a ofensiva, Trump crava a entrada oficial dos EUA no conflito iniciado por Israel em 13 de junho. O cenário agora é de tensão máxima no Oriente Médio — com a ameaça americana de novos ataques e o Irã prometendo retaliação.

“Que Deus abençoe Israel, o Oriente Médio e a América”, concluiu o presidente em tom solene — mas com ares de guerra.

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