Trump nega planos de atacar a Venezuela, mas tensão segue alta

Trump nega planos de atacar a Venezuela, mas tensão segue alta

Presidente dos EUA diz não ter decidido sobre alvos militares, enquanto Caracas se prepara para qualquer eventualidade

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (31/10), a bordo do Air Force One, que não está considerando um ataque à Venezuela e que ainda não tomou decisão sobre possíveis alvos militares no país. A declaração ocorre em meio a crescentes tensões entre os dois países.

Nos últimos dias, os Estados Unidos aumentaram a presença de navios e caças na região do Caribe, próximo à Venezuela. Segundo Trump, embarcações suspeitas de traficar drogas foram alvejadas por caças norte-americanos, reforçando a pressão sobre o regime de Nicolás Maduro.

Em reação, o presidente venezuelano protocolou uma medida constitucional para revogar a cidadania de venezuelanos que apoiem uma possível invasão estrangeira, enquanto Trump autorizou a CIA a realizar ações letais no país, com o objetivo declarado de enfraquecer o governo de Maduro.

O The Wall Street Journal noticiou que autoridades americanas estudavam atacar instalações militares usadas para o tráfico de drogas, como forma de enviar uma mensagem a Maduro sobre a necessidade de renúncia. Apesar disso, Trump garantiu que ainda não tomou qualquer decisão e negou veementemente estar planejando uma invasão.

A Venezuela acusa os Estados Unidos de arquitetar cenários de “bandeira falsa” para justificar ações militares. A tensão se manteve alta após um ataque norte-americano na quarta-feira (29/10) a uma embarcação suspeita no Oceano Pacífico, que resultou na morte de quatro homens.

Enquanto o mundo acompanha de perto, a diplomacia e a estratégia militar seguem em alerta máximo, com Caracas e Washington mantendo posturas firmes e observando cada movimento do adversário.

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