
Trump pede perdão presidencial para Netanyahu e diz que premiê “já pagou o preço”
Durante visita a Israel, o ex-presidente dos EUA defendeu que o líder israelense seja perdoado das acusações de corrupção que enfrenta desde 2019, alegando que “ninguém serviu mais ao país do que ele”.
Em mais um gesto de apoio público a Benjamin Netanyahu, o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump pediu nesta segunda-feira (13) que o presidente de Israel conceda perdão total ao primeiro-ministro, que enfrenta processos por corrupção.
Netanyahu foi indiciado em 2019 em três investigações diferentes — uma delas envolvendo o recebimento de cerca de 700 mil shekels (equivalente a US$ 210 mil) em presentes de empresários. Os casos incluem suspeitas de suborno, fraude e abuso de confiança.
Durante seu discurso em Jerusalém, Trump afirmou que o líder israelense “já pagou o preço” e que manter as acusações seria “uma injustiça com um homem que dedicou a vida ao seu país”.
“Benjamin é um herói nacional. Ele merece gratidão, não julgamento”, declarou o ex-presidente americano, pedindo que o perdão seja concedido “em nome da estabilidade e da unidade de Israel”.
O apelo ocorre em meio ao clima de trégua no Oriente Médio, após o cessar-fogo entre Israel e Hamas, mediado pelos Estados Unidos. Para Trump, o momento é “histórico” e “pede reconciliação, não vingança”.
Com o apoio explícito do ex-presidente americano, Netanyahu ganha mais um aliado de peso em meio às pressões políticas e judiciais que enfrenta desde o retorno ao poder. O gesto de Trump, no entanto, reacende o debate sobre impunidade e influência internacional nas decisões internas de Israel.