Trump reage e corta qualquer vínculo com Epstein: “Nunca fui amigo dele”

Trump reage e corta qualquer vínculo com Epstein: “Nunca fui amigo dele”

Presidente diz que milionário e escritor “canalha” tentaram criar uma arma política contra ele

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou nesta segunda-feira (2) qualquer amizade com Jeffrey Epstein e afirmou que o milionário teria se aliado ao escritor Michael Wolff — que ele chamou de “canalha” — para tentar manchar sua imagem e atacar sua Presidência.

A declaração veio depois que o Departamento de Justiça dos EUA divulgou, na sexta-feira (30), mais de 3 milhões de páginas relacionadas às investigações sobre a rede de abuso sexual comandada por Epstein. O milionário morreu em 2019, na prisão, enquanto aguardava julgamento.

Em publicação nas redes sociais, Trump reforçou que nunca esteve na ilha onde Epstein cometia os crimes e ainda ameaçou processar adversários que insistem em ligar seu nome ao caso.

Trump também mirou diretamente em Michael Wolff, que aparece nos documentos divulgados trocando e-mails com Epstein e citando o presidente em conversas.

Segundo Trump, os dois teriam tentado montar uma narrativa para prejudicá-lo:

“Eu não só não era amigo de Jeffrey Epstein como, com base em informações que acabam de ser divulgadas pelo Departamento de Justiça, Epstein e um ‘autor’ mentiroso e canalha chamado Michael Wolff conspiraram para me prejudicar e/ou prejudicar minha Presidência.”

E-mails e tentativas de “armadilha política”

Entre os documentos, aparecem mensagens antigas que voltaram a circular com força.

Uma delas é um e-mail enviado por Epstein a Wolff em janeiro de 2019, no qual o milionário afirma que Trump “sabia” sobre as “garotas”.

Já em outra troca, de 2016, Wolff indica a Epstein que existiria uma oportunidade de atingir Trump politicamente durante a campanha presidencial — justamente no momento em que o republicano tentava chegar à Casa Branca pela primeira vez.

Wolff afirmou em 2024 que entrevistou Epstein para o livro “Fogo e Fúria: Por Dentro da Casa Branca de Trump”, lançado em 2018, obra que reuniu bastidores e conflitos do primeiro governo Trump.

Trump aparece nos arquivos, mas mantém posição firme

Mesmo Trump afirmando que não tinha amizade com Epstein, é conhecido que os dois tiveram alguma proximidade pública entre os anos 1990 e o início dos anos 2000 — algo que voltou ao debate com a divulgação dos novos documentos.

Nos arquivos liberados na sexta-feira, um documento também menciona uma denúncia antiga contra Trump por suposto estupro de uma menor de idade. A acusação já havia sido divulgada em 2016 e acabou retirada posteriormente pela denunciante.

De acordo com o texto, o caso teria ocorrido em 1994, quando a suposta vítima tinha 13 anos, e envolveria um cenário de aliciamento ligado a Epstein. Trump já negou essas acusações anteriormente.

Além disso, documentos divulgados antes já citavam Trump em registros de voos em aeronave de Epstein e também em uma carta de aniversário atribuída ao republicano, enviada no início dos anos 2000, com um desenho polêmico.

Ainda assim, Trump mantém a mesma linha: nega ligação criminosa, nega amizade e diz que tudo virou munição política fabricada.

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