
Trump reduz tarifas sobre a China após acordo contra o tráfico de fentanil
Decisão faz parte do entendimento entre Trump e Xi Jinping, que prometeram cooperar para conter o envio de substâncias usadas na produção do opioide sintético aos EUA.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta terça-feira (4) um decreto que diminui de 20% para 10% as tarifas adicionais aplicadas sobre produtos chineses, uma medida que marca um novo capítulo nas tensas relações comerciais entre Washington e Pequim.
A decisão faz parte do acordo firmado com o presidente chinês, Xi Jinping, durante a reunião realizada na Base Aérea de Gimhae, na Coreia do Sul, em outubro. O entendimento busca reduzir o fluxo de materiais utilizados na fabricação de fentanil, uma droga sintética que tem causado uma grave crise de overdose nos Estados Unidos.
Trump explicou que a medida formaliza o compromisso assumido pela China de controlar a saída de insumos químicos usados na produção do opioide. Em contrapartida, os EUA reduzirão as tarifas sobre as importações chinesas a partir de 10 de novembro.
“O acordo será monitorado de perto por nossos funcionários para garantir que as promessas sejam cumpridas”, afirmou o presidente americano ao assinar o decreto.
As tarifas haviam sido elevadas no início do ano, quando Washington acusou Pequim de conivência com o tráfico internacional de fentanil — um dos pontos mais sensíveis na agenda bilateral.
O gesto de Trump é visto como uma tentativa de aliviar a tensão comercial entre as duas maiores economias do planeta, enquanto ambas buscam mostrar disposição para cooperar em temas globais de segurança e saúde pública.
Apesar da aparente trégua, analistas alertam que o entendimento é frágil e dependerá da efetividade das ações chinesas no combate ao tráfico de substâncias. Ainda assim, o decreto marca um raro momento de diálogo diplomático em meio a uma relação historicamente turbulenta entre Washington e Pequim.