União Europeia e Israel fecham acordo para ampliar ajuda humanitária em Gaza

União Europeia e Israel fecham acordo para ampliar ajuda humanitária em Gaza

Acordo prevê mais pontos de entrada e maior envio de alimentos e suprimentos para a população afetada, com compromisso de entrega direta

A União Europeia anunciou nesta quinta-feira (10) que firmou um acordo com Israel para ampliar o acesso e a distribuição da ajuda humanitária diretamente à população da Faixa de Gaza. Kaja Kallas, chefe da diplomacia do bloco, destacou nas redes sociais que o entendimento resultará em “mais travessias abertas e um fluxo maior de caminhões carregados com alimentos e suprimentos entrando em Gaza”.

Ela reforçou que a UE espera que Israel cumpra todas as medidas combinadas. Em comunicado oficial, o serviço diplomático europeu detalhou que as ações serão implementadas nos próximos dias, garantindo que a assistência chegue diretamente às pessoas que precisam.

Entre as medidas previstas está o aumento significativo do número diário de caminhões com alimentos e itens essenciais atravessando para Gaza, além da abertura de vários novos pontos de passagem. O acordo também permite a distribuição de alimentos por meio de padarias e cozinhas comunitárias em toda a região, e a retomada do fornecimento de combustível para uso em serviços humanitários.

A UE se compromete a coordenar com agências da ONU, organizações não governamentais e outras partes envolvidas para assegurar que essas medidas urgentes sejam colocadas em prática rapidamente.

Enquanto isso, a Defesa Civil da Faixa de Gaza informou que, só nesta quinta, pelo menos 52 pessoas morreram em ataques do Exército israelense, incluindo três que aguardavam receber ajuda humanitária.

A situação política dificulta o cenário, já que vários países europeus pressionam pela suspensão do acordo de associação da UE com Israel, devido às denúncias de violações dos direitos humanos em Gaza. Em junho, a Comissão Europeia apresentou um relatório apontando que Israel descumpriu cláusulas desse acordo.

Na próxima segunda-feira, os ministros das Relações Exteriores da UE discutirão opções para lidar com o caso, que vão desde a suspensão total do acordo até a imposição de restrições comerciais ou de vistos. Porém, a divisão entre os países do bloco torna difícil a definição de uma resposta unificada.

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