Venezuela dá calote bilionário no Brasil há sete anos

Venezuela dá calote bilionário no Brasil há sete anos

Sem pagar desde 2018, país vizinho já deve mais de R$ 10 bilhões; governo brasileiro assumiu prejuízo e empresários saem no prejuízo

A dívida da Venezuela com o Brasil já ultrapassa a casa dos R$ 10,3 bilhões, segundo informações do Ministério da Fazenda. Desde 2018, o governo de Nicolás Maduro não paga um centavo sequer, e o valor só cresce com os juros acumulados, que já somam R$ 2,7 bilhões.

Grande parte dessa dívida se refere a empréstimos bancários feitos para financiar obras de infraestrutura em solo venezuelano — como metrôs, estradas, estaleiros e siderúrgicas — cujos contratos contavam com garantias do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), um mecanismo público que protege bancos e exportadores brasileiros em caso de inadimplência.

Mas como a Venezuela simplesmente parou de pagar, quem acabou arcando com a conta foi o governo brasileiro. O Tesouro Nacional precisou ressarcir os bancos que fizeram os financiamentos, ou seja, o prejuízo foi repassado aos cofres públicos — e, por consequência, à população brasileira.

Até agora, nenhuma proposta oficial de pagamento ou renegociação foi apresentada por Caracas. O silêncio venezuelano e o esfriamento das relações diplomáticas ajudam a manter o problema no limbo, enquanto os valores seguem crescendo.

Para técnicos do Ministério da Fazenda, essa dívida se tornou um passivo de difícil recuperação, que também impacta o próprio FGE, já que quanto mais calotes o fundo absorve, menor é a sua capacidade de garantir novos contratos de exportação, prejudicando empresas brasileiras interessadas em vender seus produtos para o exterior.

No Congresso, parlamentares da oposição têm cobrado uma postura mais firme do governo Lula diante do calote venezuelano. Eles criticam a inércia nas negociações e alertam que a falta de cobrança clara passa uma imagem de permissividade e descaso com o dinheiro público.

Enquanto isso, o Brasil continua como credor de uma dívida que só aumenta — sem qualquer previsão de receber de volta o que já desembolsou por conta da inadimplência do vizinho bolivariano.

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