
Venezuela Rebela-se a Alerta de Trump
Caracas diz que aviso americano é invenção e nega qualquer “risco real”
O governo da Venezuela reagiu com furor a um alerta de segurança divulgado pelos Estados Unidos que pedia aos cidadãos americanos que saíssem do país “imediatamente”, alegando riscos graves à vida e à integridade de quem ainda estivesse no território venezuelano.
Segundo o Ministério do Poder Popular para Relações Exteriores de Caracas, o aviso emitido pelo órgão de orientação a viajantes do Departamento de Estado dos EUA — o TravelGov — foi baseado em “relatos inexistentes” e foi feito para **criar artificialmente uma sensação de perigo que, na visão de Caracas, não existe de verdade”.
O alerta americano, que classifica a Venezuela no nível mais alto de risco (Nível 4: Não Viaje) e menciona ameaças como detenções arbitrárias, terrorismo, sequestros e tumultos civis, também aconselha que os cidadãos norte-americanos em solo venezuelano utilizem “cuidados extras” e monitorem constantemente a situação antes de deixar o país.
Em contrapartida, o governo venezuelano declarou que o país vive um clima de “absoluta calma, paz e estabilidade”, e garantiu que todas as cidades, estradas e instalações de segurança estão funcionando normalmente, com as Forças Armadas sob controle pleno do Estado.
No comunicado oficial, Caracas também reiterou seu compromisso com a paz, a estabilidade institucional e a convivência pacífica do povo venezuelano, classificando o alerta dos EUA como uma tentativa de plantar medo e distorcer a realidade.
Essa troca de versões ocorre em meio a contexto tenso na região — incluindo ações recentes envolvendo os Estados Unidos e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro — e alimenta ainda mais a desconfiança entre os dois governos sobre suas prioridades e narrativas na crise atual.