
Virada do Ano, Virada no Laboratório
Enquanto uns estouravam champanhe, outros estouravam a segurança da USP
Na madrugada da virada do ano, quando a maioria dos brasileiros contava regressivamente para 2026, um grupo mais “apressado” resolveu começar o ano trabalhando — no caso, trabalhando no crime. O alvo foi um laboratório da Universidade de São Paulo (USP), mais precisamente o Instituto de Energia e Ambiente, na Cidade Universitária, zona oeste da capital.
Às 23h57, faltando três minutinhos para o “feliz ano novo”, os assaltantes entraram no prédio. À meia-noite em ponto, já tinham ido embora. Pontuais. Organização é tudo.
Ciência em pausa, crime em alta
Segundo os vigilantes, dois criminosos armados os renderam enquanto outros dois chegavam confortavelmente de van, como quem vai buscar compras no atacado. O resultado? Levaram computadores com HDs cheios de pesquisas, programas desenvolvidos ao longo de anos, além de bobinas de cobre, cabos plásticos e os celulares dos seguranças.
Prejuízo material, intelectual e, claro, moral. A ciência brasileira agradece.
E os suspeitos? Invisíveis
Até agora, ninguém foi preso. Os criminosos seguem livres, leves e soltos, enquanto a Polícia Civil investiga e a USP colabora com imagens das câmeras. Tudo dentro do protocolo: crime acontece, nota oficial é emitida, investigação “segue em andamento”.
Mas calma…
Daqui a pouco aparece a turma da lacração dizendo que é “sensacionalismo”, que criticar violência é fascismo, que bandido é vítima do sistema, e que denunciar insegurança pública é praticamente chamar a polícia — o que, para alguns, já virou crime moral.
Enquanto isso, ditadores de estimação continuam sendo defendidos, o cobre some, a pesquisa evapora e o brasileiro segue fazendo o que sabe melhor: rindo de nervoso para não chorar.
Feliz Ano Novo. 🎆
Começamos bem.