Zambelli teme cerco da PF na Itália e desconfia de operação sigilosa

Zambelli teme cerco da PF na Itália e desconfia de operação sigilosa

Mesmo com a extradição ainda pendente, deputada suspeita que agentes brasileiros estejam a sua procura em solo europeu; Polícia Federal não confirma ação

A deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP), condenada pelo STF a dez anos de prisão e à perda do mandato, acredita estar sendo monitorada por agentes da Polícia Federal na Itália, onde está desde março. A suspeita surgiu após relatos de que uma van com homens “com aparência latina” teria circulado perto de onde ela vive. Moradores locais chegaram a acionar a polícia italiana, desconfiados da movimentação.

Fontes próximas à parlamentar relataram ao portal R7 que os ocupantes da van disseram estar realizando uma pesquisa. Apesar disso, a PF não confirma nenhuma operação no país europeu. Segundo apurado, caso haja atuação, trata-se de uma cooperação com autoridades italianas — algo legalmente permitido.

Zambelli encontra-se na lista vermelha da Interpol desde que deixou o Brasil. O governo brasileiro já encaminhou formalmente o pedido de extradição, que aguarda aprovação do Ministério da Justiça da Itália e do Judiciário local. Assim que for presa, ela poderá começar a cumprir a pena.

Além da condenação por crimes ligados a atos antidemocráticos, o ministro Alexandre de Moraes determinou um novo inquérito contra a deputada por tentativa de coação no curso do processo e obstrução de justiça. Segundo o STF, sua fuga configuraria uma estratégia para driblar a Justiça brasileira e seguir atuando contra o regime democrático mesmo no exterior.

A Câmara dos Deputados analisa a cassação definitiva do mandato de Zambelli. Nesta terça (15), sua defesa entregou as chaves do apartamento funcional que ela ocupava em Brasília, um gesto simbólico que reforça o clima de encerramento de sua trajetória parlamentar.

Zambelli já declarou que se prepara para ser presa ou deportada, e tem comparado sua situação à de Henrique Pizzolato, condenado no escândalo do mensalão e extraditado da Itália para o Brasil em 2015.

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