Zema: “Brasil precisa tratar facções criminosas como grupos terroristas”

Zema: “Brasil precisa tratar facções criminosas como grupos terroristas”

Governador de Minas diz que megaoperação no Rio expõe perigo além do crime e defende atuação firme do Estado.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), usou a megaoperação policial desta terça-feira (28/10) no Rio de Janeiro — que deixou mais de 60 mortos e resultou em 81 prisões — para defender que o país reconheça facções como grupos terroristas.

Durante evento em Belo Horizonte, Zema comentou sobre a ação da polícia nos Complexos do Alemão e da Penha, afirmando que a reação do Comando Vermelho (CV) demonstra que o Estado enfrenta não apenas criminosos comuns, mas verdadeiros terroristas:

“O Brasil precisa reconhecer essas facções como grupos terroristas e agir com toda a força do Estado”, disse Zema em suas redes sociais.

Atualmente, a Lei Antiterrorismo define terrorismo como a prática de atos violentos que causem terror social ou generalizado, motivados por ideologia, religião, preconceito ou xenofobia. Facções como o CV e o PCC, no entanto, têm como principal objetivo o lucro, diferindo de grupos terroristas tradicionais.

Para ajustar essa interpretação, tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1.283/2025, que propõe que atividades como “impor domínio territorial” ou “interromper serviços públicos críticos” sejam consideradas terrorismo.

Zema reforçou que o momento exige ação firme do Estado, e criticou a lentidão na reação contra facções que dominam áreas urbanas estratégicas. Segundo ele, o país precisa reconhecer o perigo crescente dessas organizações e garantir instrumentos legais para enfrentá-las.

“Não podemos continuar tratando essas facções apenas como quadrilhas de tráfico. Elas têm poder bélico, controlam territórios e ameaçam a população — é hora de agir com coragem”, afirmou o governador.

A declaração de Zema segue a linha de políticos da direita e bolsonarismo, que defendem endurecimento da legislação e classificações mais duras para grupos criminosos, apesar do debate sobre o risco de interpretações que poderiam justificar intervenções externas em solo brasileiro.

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