
🎭 Entre o palco e a prisão: Oruam vira réu e Justiça decreta prisão preventiva
Acusado de atacar policiais no Rio, rapper enfrenta grave processo criminal enquanto prepara lançamento de álbum
O rapper Oruam, filho de Marcinho VP — figura conhecida no comando da facção criminosa Comando Vermelho —, agora enfrenta a Justiça como réu por tentativa de homicídio qualificado contra dois policiais civis no Rio de Janeiro.
A decisão partiu da juíza Tula Correa de Mello, que também determinou a prisão preventiva do artista. Oruam já está atrás das grades desde o último dia 22.
Segundo o Ministério Público, o cantor, ao lado de Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, tentou impedir uma operação policial que cumpria mandado de busca e apreensão contra um adolescente suspeito de envolvimento com o crime. O jovem estava a caminho da casa de Oruam quando foi localizado pelos agentes.
A situação rapidamente saiu do controle: de acordo com a denúncia, Oruam e o comparsa atacaram os policiais com pedras, uma delas pesando cerca de quatro quilos. O delegado Moyses Santana Gomes foi atingido nas costas e no calcanhar, enquanto o policial Alexandre Alves Ferraz também acabou na mira das pedradas.
Para a juíza, o caso é ainda mais grave porque o rapper teria tentado atrair os policiais para o Complexo da Penha, área dominada por facções. Vídeos nas redes sociais mostraram Oruam desafiando os agentes: “Vem aqui me pegar no Complexo”, frase que reforçou a suspeita de premeditação.
A postura do artista reacendeu discussões sobre a responsabilidade de figuras públicas com forte influência sobre jovens e o limite entre liberdade artística e apologia ao crime.
Mesmo com a polêmica, a equipe do cantor segue ativa e já confirmou para 31 de julho o lançamento do novo álbum, Liberdade Deluxe, com 12 músicas inéditas, incluindo Fogo na Cidade, Cabelo Vermelho, Cicatrizes da Guerra e Salmo 121. Até agora, nenhum posicionamento oficial foi dado sobre o caso judicial.
Enquanto isso, a Justiça mantém postura rígida, tratando o episódio como um ataque direto ao Estado. O processo segue em andamento e pode se tornar um marco no debate sobre cultura urbana, segurança pública e envolvimento de artistas com o crime organizado.