💰 Governo Lula reabre licitação milionária para comunicação nas redes

💰 Governo Lula reabre licitação milionária para comunicação nas redes

Após escândalos e troca na Secom, Planalto retoma disputa por contratos digitais com orçamento de R$ 98 milhões

O governo federal decidiu retomar a disputa por contratos de comunicação digital voltados à divulgação das ações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas redes sociais. O novo edital, publicado recentemente pelo Palácio do Planalto, prevê gastos de até R$ 98,3 milhões em um ano, com possibilidade de prorrogação por até oito anos.

A licitação busca selecionar três agências especializadas em redes sociais para cuidar da imagem institucional da Presidência nas plataformas digitais. Além de criar conteúdo para redes como TikTok, Instagram, YouTube, Facebook, LinkedIn e até Kwai, as agências também serão responsáveis por monitorar o comportamento dos internautas e aplicar análises de sentimentos para entender como as mensagens do governo estão sendo recebidas.

Nova fase após crise

A reabertura do processo ocorre depois que a tentativa anterior, realizada em 2024, foi barrada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por suspeitas de irregularidades. À época, o valor estimado era de quase R$ 198 milhões, o dobro da atual proposta, e previa contratos com quatro empresas. Um vazamento com pistas sobre os vencedores antes do resultado oficial aumentou as desconfianças e derrubou o então ministro da Secom, Paulo Pimenta.

Com a crise, Sidônio Palmeira assumiu o comando da Secretaria de Comunicação Social. Ele é o responsável por formatar o novo modelo da licitação, agora mais enxuto, mas ainda ambicioso. A ideia é reforçar a presença digital do governo, especialmente diante do avanço da direita nas redes — um campo onde Lula reconhece estar atrás.

Estratégia é engajar, não só informar

Diferente das campanhas tradicionais, o foco da nova comunicação é gerar engajamento real. A ordem é usar uma linguagem direta, evitar o “governês” e destacar benefícios concretos das políticas públicas, como o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida – Classe Média, o Fies, o Pé-de-Meia e o Farmácia Popular.

A Secom quer alcançar jovens, adultos de baixa renda e beneficiários de programas sociais, mostrando que as ações do governo têm impacto direto na vida das pessoas. As agências contratadas também disputarão internamente a execução de cada campanha, num modelo semelhante ao da publicidade estatal.

Resta saber se a lisura será mantida

Depois da polêmica que envolveu a licitação anterior — com vazamentos suspeitos e suspeitas de favorecimento — o grande desafio da nova Secom será garantir transparência e confiança no processo. A expectativa é que o novo formato, mais focado e competitivo, ajude o governo a recuperar o tempo perdido no campo digital e a melhorar sua comunicação com a população.

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