
🚨 Lindbergh em fúria: “Desrespeito com Lula!” — PT se revolta com nomeação de Derrite para relatar projeto antifacção
Escolha de Hugo Motta coloca secretário de TarcĂsio no comando de proposta enviada pelo governo Lula e gera indignação entre petistas, que veem provocação e sabotagem polĂtica.
A escolha do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) como relator do Projeto de Lei Antifacção, proposto pelo governo Lula, acendeu o pavio da revolta dentro do PT. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), foi acusado de “desrespeitar o presidente” por indicar justamente o secretário de Segurança de TarcĂsio de Freitas — um dos principais nomes do campo oposicionista — para conduzir um projeto prioritário do Palácio do Planalto.
O lĂder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, nĂŁo poupou palavras. “É um desrespeito com o presidente Lula. Colocar nas mĂŁos do secretário de segurança de TarcĂsio um projeto do governo Ă© uma provocação clara”, disparou o deputado, visivelmente indignado.
Derrite, por sua vez, afirmou que pretende apresentar um substitutivo — ou seja, uma nova versão do texto — com “mudanças profundas” no que chamou de um “novo marco legal de combate ao crime organizado no Brasil”. A declaração aumentou ainda mais o desconforto entre aliados de Lula, que enxergam na manobra uma tentativa de desfigurar a proposta original.
O projeto, enviado com urgência constitucional no fim de outubro, endurece a punição para integrantes de facções e cria o crime de organização criminosa qualificada. No entanto, a oposição pressiona para que ele seja anexado a outra proposta que equipara facções criminosas a grupos terroristas — um movimento que o governo considera perigoso e politicamente oportunista.
Para Lindbergh, a decisão de Motta vai muito além de uma questão técnica. “Parece um interesse deliberado de atrapalhar a tramitação de um projeto central para a segurança pública”, criticou o deputado.
Enquanto o governo tenta aprovar sua pauta com rapidez, a base petista vĂŞ a indicação de Derrite como um golpe simbĂłlico: entregar um projeto de Lula nas mĂŁos de um aliado de TarcĂsio seria, para muitos, uma forma de minar a autoridade do presidente dentro da prĂłpria Câmara.