
✈️ Lula, o viajante incansável: o presidente que conhece mais aeroportos do que praças do Brasil
Em dois anos de governo, Lula já rodou o mundo — 39 países e 59 viagens internacionais — enquanto o país segue com buracos, filas e promessas que não saem do papel.
Parece piada pronta, mas não é: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já fez 59 viagens internacionais desde que voltou ao Planalto. Foram 39 países visitados em pouco mais de dois anos — uma verdadeira maratona aérea digna de quem coleciona carimbos no passaporte como troféus políticos.
Lula voltou recentemente da Malásia, o 39º destino de sua nova era presidencial. De lá pra cá, ele discursou sobre paz, clima, economia e “inclusão global”. Só esqueceu de mencionar que, enquanto viaja pelo mundo, o brasileiro comum continua preso no trânsito, atolado em contas e com o custo de vida decolando — sem escalas.
🌍 O turismo diplomático do “companheiro global”
Em seu primeiro mandato, entre 2003 e 2006, Lula já havia mostrado que gosta de um embarque. Naquela época, foram 51 países e 99 viagens, com direito a idas e vindas constantes à Argentina, aos EUA e à Venezuela de Hugo Chávez — seis visitas a cada um.
Agora, o roteiro é mais variado, mas o estilo é o mesmo: discursos, selfies, promessas e palanques improvisados nos cinco continentes. Maduro, aliás, continua fora do itinerário, embora Lula já tenha se oferecido até para “mediar a paz” entre o venezuelano e Donald Trump. Diplomacia de aeroporto, digamos assim.
💰 Viagens de luxo, resultados invisíveis
As viagens de Lula custam caro — e não é pouco. São comitivas, jatinhos da FAB, hospedagens em hotéis cinco estrelas e uma agenda que mistura política internacional com turismo cultural. No entanto, poucos sabem dizer exatamente o que essas excursões trouxeram de concreto para o país.
Enquanto isso, problemas domésticos seguem estacionados na pista: a inflação ameaça decolar de novo, o desemprego resiste a pousar e as promessas sociais ainda aguardam autorização de embarque.
🧳 O presidente do mundo (e o Brasil que espere)
Com tanta frequência fora, já tem quem diga que Lula conhece melhor o mapa-múndi do que o mapa do Brasil. Talvez por isso tantas regiões brasileiras ainda esperem a visita do presidente que parece preferir conferências internacionais a mutirões de obras nacionais.
No fim das contas, o “presidente viajante” segue somando milhas e discursos — enquanto o cidadão brasileiro, que paga a conta, continua na sala de embarque, esperando que o governo finalmente chegue ao destino prometido: o país que funciona.