
🌍 Trump entra na sala: Israel e Hamas testam plano de paz em resort egípcio
Enquanto civis pagam o preço, negociadores se encontram à sombra do Mar Vermelho para discutir o primeiro passo do plano do presidente americano.
Oficiais de Israel e do grupo Hamas iniciam, nesta segunda-feira (6), negociações indiretas em Sharm el-Sheikh, resort egípcio à beira do Mar Vermelho, para discutir a primeira fase do plano de paz de Donald Trump para a Faixa de Gaza.
Os detalhes ainda são nebulosos. Entre os pontos mais delicados estão o desarmamento do Hamas, demanda central de Israel, e a futura governança de Gaza. Trump quer que o acordo seja o primeiro passo de um processo capaz de remodelar o Oriente Médio.
A delegação israelense, liderada pelo negociador-chefe Ron Dermer, deve chegar hoje, enquanto o grupo do Hamas, sob comando de Khalil al-Hayyah, já está no Egito desde domingo. Participam também enviados americanos, como Steve Witkoff e o genro de Trump, Jared Kushner.
O foco da rodada é a retirada parcial das forças israelenses e a libertação de reféns mantidos pelo Hamas, em troca de prisioneiros palestinos em Israel. Segundo relatos, o Hamas exigirá a libertação de presos notórios ligados a ataques anteriores.
O governo egípcio, representado pelo presidente Abdel-Fattah el-Sisi, elogia os esforços de Trump e reforça que cessar-fogo, devolução de reféns e reconstrução de Gaza são passos essenciais para estabilidade regional.
Enquanto isso, bombardeios ainda atingem Gaza. Israel afirma que os ataques são defensivos, mas dezenas de palestinos já morreram desde sábado. Novas operações militares israelenses visam neutralizar células que lançaram mísseis e mortiros contra suas tropas.
Desde o início do conflito, mais de 67 mil pessoas morreram na Faixa de Gaza, incluindo os 1,2 mil mortos do ataque inicial do Hamas em outubro de 2023. Cerca de 250 pessoas foram sequestradas, com alguns libertados em acordos de cessar-fogo e outros resgatados em operações militares.
Enquanto líderes e diplomatas negociam à sombra de palácios e resorts, a população civil paga o preço de um conflito que teima em não ter soluções simples, e as negociações permanecem um delicado jogo de poder e pressão internacional.