
🌎 Nobel da Paz pede que Lula diga a Maduro: “Hora de ir embora”
María Corina Machado defende que o Brasil envie uma mensagem clara contra o regime venezuelano, reforçando a integração e a democracia na América do Sul.
A vencedora do Nobel da Paz e líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, não poupou palavras: o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva deveria dizer a Nicolás Maduro que “chegou a sua hora de ir embora”.
Segundo Machado, uma declaração firme do Brasil poderia impulsionar uma transição pacífica da ditadura para a democracia na Venezuela. “Apesar das diferenças entre o governo brasileiro e Maduro — que já ultrapassou todos os limites, rompendo antigas alianças — ainda existem canais diplomáticos. Seria essencial que Lula, junto com outros líderes do continente, enviasse uma mensagem clara: ‘Chegou a sua hora de ir embora. Acabou. Para o seu próprio bem, Maduro. Aceite’”, afirmou a Nobel em entrevista à Folha de S.Paulo.
Ela ressaltou que o Brasil tem um papel diplomático central na América do Sul e que um posicionamento firme de Lula fortaleceria a integração regional e a defesa da democracia.
Machado também se mostrou aberta à cooperação internacional, destacando o apoio dos Estados Unidos, e defendeu ações estratégicas para confrontar Maduro, incluindo operações navais autorizadas recentemente por Donald Trump e a atuação da CIA em solo venezuelano, consideradas “ações letais” contra o regime.
“Este reconhecimento da luta de todos os venezuelanos é um impulso para concluir nossa tarefa: conquistar a liberdade. Estamos no limiar da vitória e, hoje mais do que nunca, contamos com Trump, os EUA, os povos da América Latina e as nações democráticas do mundo como aliados principais para alcançar liberdade e democracia”, declarou a líder oposicionista.
O repúdio ao governo de Maduro ganhou força após as eleições de 2024, nas quais aliados da oposição venceram com ampla margem, mas o Conselho Nacional Eleitoral, controlado por chavistas, reelegeram Maduro. Desde então, María Corina Machado mantém-se em sigilo para evitar perseguições do regime.