
đȘïž Os nomes por trĂĄs da tragĂ©dia: as seis vidas levadas pelo tornado que destruiu Rio Bonito do Iguaçu
Entre elas, uma menina de 14 anos, um idoso de 83 e trabalhadores que jamais voltaram para casa. O vento passou, mas deixou um vazio impossĂvel de medir.
O tornado que devastou Rio Bonito do Iguaçu, no interior do ParanĂĄ, nĂŁo levou apenas telhados, ĂĄrvores e paredes. Levou histĂłrias, famĂlias e sonhos. Na tarde de sexta-feira (7), a força do vento â que chegou a 250 km/h â transformou a cidade em um cenĂĄrio de ruĂnas. Segundo a Defesa Civil, foram seis mortos e mais de 750 feridos, alĂ©m de centenas de pessoas desalojadas.
O governo estadual confirmou as vĂtimas neste sĂĄbado (8), revelando rostos e nomes que agora simbolizam a dor de uma cidade inteira:
- Julia Kwapis, 14 anos, Rio Bonito do Iguaçu (PR)
- Adriane Maria de Moura, 47 anos, Rio Bonito do Iguaçu (PR)
- Jurandir Nogueira Ferreira, 49 anos, Rio Bonito do Iguaçu (PR)
- José Neri Geremias, 53 anos, Guarapuava (PR)
- Claudino Paulino Risse, 57 anos, Rio Bonito do Iguaçu (PR)
- José Gieteski, 83 anos, Rio Bonito do Iguaçu (PR)
Uma sĂ©tima vĂtima segue sob os escombros, segundo as equipes de resgate. O Grupo de OperaçÔes de Socorro TĂĄtico (GOST) trabalha ao lado de bombeiros, voluntĂĄrios e cĂŁes farejadores em uma corrida contra o tempo.
Uma cidade em ruĂnas, um povo em busca de força
Mais de mil pessoas estão desalojadas e 28 desabrigadas, enquanto hospitais e abrigos improvisados tentam acolher os feridos. A destruição atinge cerca de 80% da årea urbana, segundo o levantamento inicial da Defesa Civil.
Com 14 mil habitantes, Rio Bonito do Iguaçu vive agora um silĂȘncio difĂcil de descrever. O vento, que parecia um rugido, arrancou nĂŁo sĂł paredes, mas tambĂ©m a sensação de segurança de quem ficou.
âĂ como se o tempo tivesse paradoâ, disse um morador, entre lĂĄgrimas, observando o que restou da prĂłpria casa.
Hospitais de Laranjeiras do Sul, Guarapuava e Cascavel foram mobilizados para receber feridos. A energia elĂ©trica e o abastecimento de ĂĄgua continuam comprometidos â mais de 3 mil casas seguem sem luz.
O governo estadual decretou situação de emergĂȘncia e decretou luto oficial de trĂȘs dias. As equipes seguem trabalhando dia e noite entre escombros, enquanto a comunidade tenta se apoiar na solidariedade.
Cada nome dessa lista Ă© uma ausĂȘncia que ecoa entre os destroços.
Cada histĂłria interrompida Ă© um lembrete da força â e da fragilidade â da vida diante da fĂșria da natureza.