🌪️ “Parecia o fim do mundo”: tornado arrasa cidades do Paraná e deixa rastro de destruição

🌪️ “Parecia o fim do mundo”: tornado arrasa cidades do Paraná e deixa rastro de destruição

Com ventos de mais de 250 km/h, o fenômeno devastou escolas, casas e comércios em Rio Bonito do Iguaçu e arredores. Seis pessoas morreram e centenas ficaram feridas em uma das maiores tragédias climáticas do estado.

O Paraná amanheceu em choque. Um tornado de altíssima intensidade atingiu o município de Rio Bonito do Iguaçu e cidades próximas, transformando ruas em escombros e vidas em urgência. O saldo até o momento é de pelo menos seis mortos — cinco em Rio Bonito e um em Guarapuava — além de cerca de 750 feridos atendidos em hospitais da região.

Segundo o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), os ventos ultrapassaram 250 km/h em alguns pontos urbanos — uma força comparável à de um furacão de categoria 4. Casas viraram montes de madeira, carros foram arremessados como brinquedos, e escolas e mercados inteiros desabaram sob o impacto.

Em Rio Bonito do Iguaçu, dois colégios estaduais estão em vistoria e os três maiores mercados da cidade ficaram praticamente destruídos. As imagens que circulam nas redes sociais mostram telhados arrancados, muros desfeitos e famílias tentando, em meio à lama e ao medo, resgatar o pouco que restou.

Em Laranjeiras do Sul, um hospital local realizou mais de 400 atendimentos de emergência em poucas horas, incluindo cirurgias complexas. Outro centro médico da cidade recebeu 136 feridos, entre eles crianças e gestantes.

O governo federal anunciou que vai enviar ajuda humanitária imediata. O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, afirmou que o país está em “prontidão total” para apoiar as cidades devastadas. Já Gleisi Hoffmann, ministra e deputada federal pelo Paraná, declarou solidariedade às vítimas e prometeu que “nenhum esforço será poupado”.

Mas, para quem viu o vento arrancar o teto de casa e a vida dos vizinhos, as promessas soam pequenas diante do cenário. “Em poucos segundos, tudo sumiu. Só ficou o barulho e o vazio”, disse uma moradora, com o olhar perdido no que antes era sua rua.

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